Usina acidentada na Hungria volta a funcionar; mortos chegam a 9

A fábrica de alumina que provocou um grave vazamento tóxico na Hungria retomará sua produção na sexta-feira e permanecerá sob controle estatal por até dois anos, disse nesta quarta-feira o comissário encarregado de situações emergenciais no pais, Gyorgy Bakondi.

REUTERS

13 de outubro de 2010 | 10h32

O vazamento de dejetos tóxicos na semana passada matou nove pessoas e feriu mais de 120, além de poluir vários rios, inclusive um afluente do Danúbio. A Unidade Nacional de Desastres informou em seu site que a nona vítima morreu nesta quarta-feira num hospital.

Bakondi disse a jornalistas que o governo deu uma "permissão preliminar para reaquecer a usina elétrica" que abastece a fábrica, pertencente à empresa MAL Zrt. "Deixar que ela esfrie demais causaria danos de bilhões de forints (milhões de dólares)", afirmou.

Ele disse que "a lei é clara" sobre a possibilidade de a empresa passar dois anos sob intervenção, enquanto durar a situação de emergência e o trabalho de recuperação. Afirmou ainda que a MAL Zrt terá de pagar os custos.

O primeiro-ministro Viktor Orban visitou a área e atribuiu o vazamento, pior desastre ecológico da história húngara, à "negligência humana".

(Por Marton Dunai e Gergely Szakacs)

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