Usina da Rússia crê que não encontrará trabalhadores com vida

Após acidente em sala de turbina, 64 operários seguem desaparecidos; 12 mortes já foram confirmadas

Reuters, Associated Press e Agência Estado

18 de agosto de 2009 | 09h40

A proprietária da maior usina hidrelétrica da Rússia admitiu nesta terça-feira, 18, que há poucas chances de se encontrar com vida qualquer um dos 64 trabalhadores desaparecidos em um acidente. Um porta-voz da RusHydro afirmou que as buscas prosseguem, mas as chances de se encontrar sobreviventes são remotas.

 

"Encontrar alguém vivo na zona de inundação é improvável, mas a busca continua," disse Vasily Zubakin, presidente da empresa de capital misto RusHydro, por intermédio de um porta-voz.

 

Já há 12 mortes confirmadas no acidente de segunda-feira, na planta de Sayano-Shushenskaya, no sul da Sibéria, onde a sala de uma turbina ficou inundada. Os trabalhadores morreram ou afogados ou esmagados. A RusHydro informou que uma turbina com defeito, na usina que funciona desde 1978, deve ser a provável causa da tragédia.

 

O acidente levou ao fechamento da usina e deixou várias cidades e grandes fábricas sem eletricidade. Os suprimentos de outras usinas estavam sendo desviados, para contornar a falta de energia.

 

Um vídeo amador do acidente foi divulgado no site russo www.politonline.ru. As imagens mostram uma explosão perto da base da represa, em meio a um intenso jato de água

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