Vantagem dos socialistas aumenta na Espanha, revela pesquisa

Partido Socialista, de Jose Luiz Rodriguez Zapatero, teria 43,4% dos votos, contra 39,3% dos conservadores

Agência Estado e Associated Press,

03 de março de 2008 | 12h23

Os socialistas têm uma vantagem de quatro pontos percentuais sobre os conservadores há menos de uma semana das eleições gerais na Espanha, segundo pesquisas divulgadas nesta segunda-feira, 3, enquanto os dois principais candidatos a primeiro-ministro se preparavam para promover o último de dois debates pela tevê. O governista Partido Socialista (PSOE), do atual primeiro-ministro Jose Luiz Rodriguez Zapatero, aumentou sua vantagem sobre o oposicionista Partido Popular (PP), de Mariano Rajoy, nas pesquisas publicadas nesta segunda pelos jornais El Mundo e La Vanguardia. Na pesquisa do El Mundo, os socialistas teriam 43,4% dos votos, contra 39,3% dos conservadores. Na sondagem do La Vanguardia, a vantagem dos socialistas é praticamente a mesma, 4 pontos percentuais. Os principais temas de campanha para as eleições gerais de domingo têm sido a economia, imigração e o separatismo basco. Zapatero ganhou o primeiro debate de uma semana atrás por pequena margem, segundo pesquisas. O comparecimento às urnas é visto como fundamental para uma vitória dos socialistas - enquanto os eleitores do PP são considerados muito fiéis, os do PSOE são considerados mais propensos à abstenção. Zapatero pediu um comparecimento maciço às urnas durante comícios do fim de semana, buscando o apoio até mesmo de desiludidos seguidores do PP. "Todos perdem com a abstenção, e com cada voto dado, a democracia vence. A Espanha vence", disse ele em Tenerife, nas Ilhas Canárias. Enquanto isso, Rajoy fez campanha na base eleitoral de Zapatero, na cidade nortista de Leon, e levou com ele uma "arma secreta": uma aparição sem precedente de seu mentor, o ex-premier Jose Maria Aznar. A mídia espanhola viu na iniciativa uma tentativa desesperada de Rajoy de atrair mais apoio. Pelas pesquisas, o comparecimento às urnas deve ser de 78%, pouco acima da presença nas eleições de março de 2004. Na época, os eleitores foram em massa às urnas em meio à revolta provocada pelos atentados terroristas em Madri e a tentativa do então governo conservador de culpar os separatistas bascos, apesar de claras evidências de que os ataques, que deixaram 191 mortos, eram obra de radicais islâmicos em represália ao apoio de Aznar à guerra no Iraque.

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