Venda de armas a Chávez tem propósito defensivo, diz Rússia

Chanceler russo afirma que os dois países não têm intenção de atacar ninguém, nem mesmo os Estados Unidos

Associated Press e Efe,

07 de outubro de 2008 | 11h55

O ministro de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, afirmou nesta terça-feira, 7, que as armas vendidas à Venezuela tinham propósitos defensivos e que os dois países não têm a intenção de atacar ninguém. Em entrevista a um jornal estatal, Lavrov considerou "inimaginável" um ataque conjunto contra os Estados Unidos.   Veja também: Putin lança vídeo como judoca faixa preta Especial: Depois da Guerra Fria    A Rússia tem intensificado seus laços com governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Moscou vendeu mais de US$ 4 bilhões em armas ao país latino desde 2005 e anunciou um crédito de US$ 1 bilhão para aquisição de armamentos, no mês passado. Além disso, a Rússia enviou um esquadrão de navios para um exercício militar conjunto, no mês que vem. O envio foi avaliado como uma demonstração de força perto dos Estados Unidos.   Lavrov falou após uma reunião na capital russa com o ministro de Relações Exteriores venezuelano, Nicolás Maduro. Segundo a chancelaria venezuelana, a intenção da visita de Maduro é repassar e acelerar os acordos bilaterais nos campos político, econômico e militar.   "A cooperação militar entre Rússia e Venezuela é transparente e é realizada segundo as normas internacionais. Está orientada para a resolução de uma única questão: o reforço da capacidade defensiva da Venezuela e a satisfação de seus interesses legítimos neste âmbito", declarou. Lavrov falou após se reunir em Moscou com o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, que chegou na segunda à Rússia para repassar os acordos alcançados nos últimos meses pelos dois países, afirmam as agências russas.   Por outro lado, o ministro russo afirmou que os dois países discutirão uma série de projetos no âmbito energético durante a próxima sessão da comissão intergovernamental russo-venezuelana de cooperação econômica e comercial e técnico-científica. "Esperamos que a sessão da comissão intergovernamental, que acontecerá entre 27 e 29 de outubro, nos permita ampliar a cooperação e realizar grandes iniciativas conjuntas", declarou.

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