Ventos fortes dispersam fumaça em Moscou

Ventos fortes dispersaram nesta quarta-feira a fumaça tóxica causada pelos incêndios florestais que sufocaram Moscou durante três semanas, mas a previsão do tempo alerta que as nuvens de poluição poderiam retornar em 24 horas.

ALEXEI ANISHCHUK, REUTERS

11 de agosto de 2010 | 08h46

A fumaça em Moscou -- que levou aos níveis mais altos de poluição em décadas -- quase dobrou os índices de mortalidade na capital e interrompeu voos, a atividade comercial e até a movimentação no mercado financeiro da Rússia.

Os moscovitas puderam ver um relance de céu azul na quarta-feira depois que tempestades e fortes ventos durante a manhã dispersaram a fumaça.

O Ministério da Emergência informou que a área de florestas incendiadas na Rússia havia caído para quase a metade nas últimas 24 horas, de 1.740 quilômetros quadrados para 927 quilômetros quadrados, e quase 166 mil pessoas estavam combatendo mais de 600 incêndios.

"Os incêndios florestais ainda não terminaram", disse Roman Vilfand, diretor do centro estatal de previsão do tempo, segundo a agência de notícias Interfax.

"Assim que não houver mais ventos, a fumaça irá retornar", disse ele. "Ficou mais fácil em Moscou, mas não onde os incêndios ainda estão ocorrendo."

Índices de poluição em Moscou nesta quarta-feira estavam em níveis seguros, mas segundo a previsão oficial do tempo, a fumaça poderia retornar na quinta-feira, dependendo das condições do tempo.

Os líderes do Kremlin estão enfrentando os incêndios florestais mais violentos desde 1972 e uma seca que destruiu plantações. Autoridades de monitoração do tempo dizem ter sido o verão mais quente em um milênio.

A pior onda de calor já registrada poderia derrubar 1 ponto percentual do PIB do país, segundo estimativas, enfraquecendo a recuperação da queda de 2009 causada pela crise financeira mundial.

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