Vice americano promete defender a segurança da Ucrânia

Cheney apóia entrada do país na Otan e amplia laços com ex-soviéticos após a ofensiva russa na Geórgia

Agências internacionais,

05 de setembro de 2008 | 08h53

O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, prometeu nesta sexta-feira, 5, que Washington defenderá a segurança da Ucrânia após o conflito entre a Rússia e a Geórgia, e apoiará a entrada do país na Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan). A visita faz parte da campanha dos EUA para reafirmar seu apoio a antigas repúblicas soviéticas.   Veja também: Rússia aumenta isolamento por crise com Geórgia, diz Rice Entenda o conflito separatista na Geórgia   Cheney afirmou que nenhum país estrangeiro tem o direito de vetar a entrada da Ucrânia na aliança, medida que a Rússia se opõe. "Os Estados Unidos respaldam totalmente o direito da Ucrânia de construir fortes laços de cooperação e segurança com a Europa e no Atlântico", afirmou. "Acreditamos que uma relação estratégica próxima é do interesse de todos". Em visita à Geórgia, o vice-presidente americano disse na quinta que os EUA estão plenamente comprometidos com o ingresso do país na Otan e questionou a credibilidade internacional da Rússia, cuja incursão em território georgiano seria uma "tentativa ilegítima unilateral" de modificar as fronteiras do vizinho com o uso da força.   Segundo Cheney, os ucranianos deveriam poder viver "sem as ameaças da tirania, da chantagem econômica, da invasão militar e da intimidação". Depois de reunir-se com o presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, o vice-presidente americano comentou ainda que os EUA possuem "um interesse profundo e contínuo" na segurança ucraniana.   A visita de Cheney à Ucrânia e a duas outras ex-repúblicas soviéticas sinaliza que os Estados Unidos querem continuar cultivando laços com uma região estratégica considerada pela Rússia como sua esfera natural de influência. No início do mês passado, forças russas invadiram a Geórgia um dia depois de tropas do país vizinho terem atacado a Ossétia do Sul, uma região separatista georgiana onde vivem muitos russos.   Segundo a AFP, o porta-voz do governo americano afirmou que o vice ofereceu a ajuda americana para a primeira-ministra Yulia Timoshenko. "Cheney sabe que este é um tempo de desafios para a Ucrânia por conta dos recentes acontecimentos na Rússia", afirmou Megan Mitchell. A coalizão pró-Ocidente no poder da Ucrânia enfrenta uma grave crise por conta do impasse entre o presidente e a premiê, agravado por suas posturas divergentes em relação com conflito no Cáucaso. O partido de Yuchenko anunciou na terça sua decisão de romper com a aliança com o partido de Timoshenko, que se aliou com a oposição pró-Rússia para votar uma série de leis que facilitam o processo de destituição do chefe de Estado e reduz os seus poderes.

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