Vinte ainda estão desaparecidos na Rússia após acidente de barco

Número de mortos chega a 109, o que torna este o pior desastre em um rio russo

REUTERS

14 de julho de 2011 | 09h03

Familiares e amigos rezam pelos mortos e desaparecidos em naufrágio no Volga      

 

 

MOSCOU - Mergulhadores russos recuperaram mais corpos dos destroços de um barco turístico que afundou no rio Volga, aumentando o número de mortes confirmadas para 109 no pior desastre ocorrido em um rio em décadas na Rússia.

Vinte pessoas ainda estavam desaparecidas e supostamente mortas enquanto mergulhadores se aproximavam do final de sua busca em um barco que afundou no domingo, informou o ministro regional de Emergências, Igor Panshin. Ele disse que ao menos 24 dos corpos recuperados eram de crianças.

O Bulgaria, um barco turístico de 79 metros construído em 1955, tombou para o lado direito durante uma tempestade e afundou em poucos minutos, em um trecho largo do Volga, na região de Tatarstan, prendendo muitos passageiros dentro da embarcação.

Os sobreviventes disseram que até 30 crianças haviam se reunido em uma sala de recriação dentro do barco pouco antes de afundar, e autoridades de emergência disseram que os mergulhadores encontraram muitos corpos de crianças na sala.

Equipes de busca ampliaram a operação para uma área de 190 quilômetros ao redor do local do naufrágio.

Promotores disseram que o barco não tinha licença para transportar passageiros e tinha um problema no seu motor esquerdo quando partiu para Kazan, capital da região de Tatarstan, depois de levar os passageiros para uma cidade no curso mais baixo do rio, no sábado.

Autoridades de emergência dizem que o barco era feito para 140 pessoas, mas tinha 208 a bordo. O diretor da empresa que alugou o barco e um inspetor de transporte hidroviário receberam mandado de prisão na quarta-feira.

Autoridades pretendem usar um guindaste para suspender os destroços do Bulgaria do fundo do rio dentro de alguns dias.

Tudo o que sabemos sobre:
RUSSIAVOLGADESAPARECIDOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.