Zapatero descarta referendo sobre autonomia basca

Idéia lançada no ano passado era parte de um plano de paz entre governo espanhol e os separatistas do ETA

Agência Estado e Associated Press,

20 de maio de 2008 | 14h58

O primeiro-ministro da Espanha, José Luis Rodríguez Zapatero, rejeitou nesta terça-feira, 20, um referendo sobre o futuro da região basca. Mas o presidente regional basco, Juan Jose Ibarretxe, disse que seguirá pressionando pela medida. Zapatero e Ibarretxe se encontraram em Madri. Ibarretxe lançou a idéia pela primeira vez no ano passado, como parte de um plano de paz após o colapso das negociações entre o governo espanhol e o grupo separatista basco ETA. Ibarretxe nunca mencionou qual seria a questão específica a ser colocada no referendo. Ele planeja realizar a consulta popular em outubro deste ano, e acredita-se que a pergunta seria se o povo basco tem o direito à autodeterminação - o que é visto no resto da Espanha como um código para endossar uma separação. Para Zapatero, o referendo é inconstitucional, pois apenas o governo central, e não uma administração regional, pode convocar tal consulta. O presidente espanhol lembrou ainda que há uma clara divisão entre os bascos em relação aos que defendem a separação e os que desejam manter as coisas como estão. Zapatero reiterou que está disposto a conceder mais autonomia à região basca, que já a possui em alto grau. Ele não disse que medidas tomaria caso Ibarretxe mantivesse a idéia de realizar a consulta. As conversas foram prejudicadas pelos recentes atentados do ETA, nos quais um policial morreu. Em dezembro de 2006, o grupo encerrou um cessar-fogo unilateral depois do fracasso das negociações de paz.

Tudo o que sabemos sobre:
ZapateroPaís BascoEspanha

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.