Zapatero diz que não haverá mais chances de diálogo com ETA

Premiê espanhol afirma que democracia 'deu três oportunidades' que o grupo separatista basco desperdiçou

Agências internacionais,

26 de dezembro de 2008 | 13h57

O primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero disse nesta sexta-feira, 26, que "não haverá mais oportunidades" para que a organização separatista basca ETA dialogue com o governo da Espanha, para terminar a violência no País Basco. "A democracia deu três oportunidades para o ETA terminar sua aventura de crimes sem sentido. O ETA as desperdiçou e não haverá mais", afirmou o premiê em entrevista coletiva após o último conselho de ministros de 2008.   O chefe do Executivo fazia referência as três tentativas que diferentes governos espanhóis fizeram para acabar com a violência através de um processo de diálogo. A última delas ocorreu em seu primeiro governo, em 2006, depois que o ETA declarou um cessar-fogo em março daquele ano.   Zapatero pediu ao Parlamento espanhol autorização para esse processo, que fracassou quando o ETA detonou um carro-bomba em um terminal do Aeroporto de Barajas, em Madri, em 30 de dezembro de 2006, matando dois imigrantes equatorianos.   O premiê afirmou nesta sexta-feira que o grupo separatista será derrotado "operativamente". "Nos últimos meses, a democracia tem avançado em sua luta contra o terrorismo, e o terror retrocedeu em sua luta contra a democracia", continuou Zapatero, em alusão as fortes baixas que o grupo sofreu - em seis meses, o ETA perdeu seus três principais dirigentes.   O ETA é considerado uma organização terrorista pela União Européia e pelos Estados Unidos. Começou a luta armada em 1968, exigindo um País Basco independente no norte da Espanha e sudoeste da França. Desde então, matou mais de 800 pessoas, na maioria em território espanhol.

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