Zapatero rejeita acordo de imigração defendido por Sarkozy

Governo francês propõe endurecer o controle das fronteiras e selecionar os estrangeiros, diz o jornal 'El País'

30 de maio de 2008 | 17h51

França e Espanha passaram quatro meses estudando uma proposta comum para o pacto europeu sobre imigração. A versão preliminar, um texto de apenas cinco folhas que o governo francês enviou à Espanha em janeiro, aposta no controle estrito das fronteiras e numa "seleção" dos imigrantes. O Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) o rejeitou, segundo fontes de governo, que não se pronunciaram sobre o resto do "plano Sarkozy", informou o jornal espanhol El País.   Veja também: Espanha anuncia medidas para estimular retorno de imigrantes França deve propor aulas de idiomas para imigrantes na Europa Itália terá medidas especiais para combater 'emergência cigana'   No plano proposto, também seria imposto aos estrangeiros um contrato de integração - onde os imigrantes estariam obrigados a aprender o idioma e os costumes do país -, similar ao que o Partido Popular (PP) defendeu na Espanha durante a última campanha eleitoral.   De acordo com o El País, a proposta tem como objetivo frear a entrada de imigrantes na Europa, com cinco pilares: controle de fronteiras, seleção de imigrantes, agilização das expulsões, política comum de asilo e ajuda para o retorno ao país de origem.    O presidente francês Nicolas Sarkozy e o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero trabalhavam no que queriam que fosse o documento dos membros da União Européia na política comum de imigração.   Sarkozy "tem intenção de levar o documento Conselho Europeu" e promover um debate entre todos os países membros, revelou ao El País o secretário de Estado da UE, Diego López Garrido.   O secretário disse que vários governos já tem uma cópia do texto e que a Espanha crê que a "imigração é um fenômeno positivo" e reiterou que é preciso ser "muito cuidadoso com os obstáculos que podem se converter em pretextos para dificultá-la de forma desnecessária."   Segundo o jornal espanhol, nem o governo de Madri nem o PSOE informaram que tinham, e estavam estudando, a proposta francesa. O contrato de integração existe na França desde 2004, quando foi instaurado por Sarkozy na época em que era ministro do Interior.

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