AP/ Susan Walsh
AP/ Susan Walsh

Polícia nos EUA trata negros de maneira diferente, diz Obama

Em sua primeira manifestação pessoal sobre o caso, o presidente lamentou que o país tenha testemunhado tragédias como as de Baton Rouge e Saint Paul

O Estado de S. Paulo

07 Julho 2016 | 19h54

WASHINGTON - Um dia depois da morte de mais um homem negro por um policial branco nos Estados Unidos, o presidente  Barack Obama disse nesta quinta-feira, 7,  que há uma disparidade no tratamento dado pela polícia a suspeitos em virtude de sua raça. Em um hotel em Varsóvia, na Polônia, onde participa de cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) o presidente ofereceu condolências às famílias de Philando Castile, morto ontem num subúrbio de Saint Paul, Minnesota, e de  Alton Sterling, em Batoun Rouge, na Lousiana. 

"Não vou comentar sobre fatos específicos dos dois tiroteios, mas negros são mortos pela polícia pelo menos duas vezes mais que os brancos", disse o presidente. Muitos cidadãos sentem que não são tratados de maneira equânime pela cor de sua pele. Nós podemos ser melhores que isso."

Obama ainda criticou as mudanças feitas nos departamentos de polícia nos Estados Unidos para evitar esse tipo de crime. "As mudanças têm sido lentas e se preocupar com isso não quer dizer que somos contra as forças de segurança", afirmou.

Enquanto viajava para a Europa a bordo do Air Force One,  Obama escreveu um post no Facebook no qual afirmou que a questão é um problema sério e ele compartilha da raiva, frustração e dor que esses crimes espalharam pelo país. 

O presidente lamentou que o país tenha testemunhado tragédias como as de Baton Rouge e Saint Paul muitas vezes e disse que os americanos deveriam ficar bastante incomodado por essas perdas. 

"Essas mortes são sintomas de desafios mais amplos dentro de nosso sistema de Justiça. As disparidades raciais que aparecem nele ano após ano são resultado da falta de confiança entre a polícia e as comunidades", escreveu o presidente.

Obama foi informado da morte em Minnesota enquanto viajava para a Polônia. Mais cedo, o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest afirmara que o presidente foi informado do tiroteio e ficou chocado com as mortes, mas que esperaria as investigações para se pronunciar sobre o caso.  /AP  E REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.