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Jacquelyn Martin/AP
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Falta transparência à Justiça eleitoral venezuelana, diz OEA

Segundo a entidade, oposição chega a eleição legislativa com líderes importantes na cadeia e com espaço limitado na mídia

O Estado de S. Paulo

10 de novembro de 2015 | 17h53

WASHINGTON - O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), o ex-chanceler uruguaio Luis Almagro, disse nesta terça-feira, 10, que as autoridades venezuelanas não garantiram o nível de transparência e justiça necessário para a realização das eleições legislativas de 6 de dezembro. Segundo o diplomata, a oposição chega à disputa com líderes importantes na cadeia e com capacidade limitada de espaço na mídia, enquanto o chavismo usa funcionários públicos e recursos do Estado na campanha. 

"Tenho a esperança de que o tempo que resta até a eleição possa haver soluções para ao menos as condições mais essenciais", disse Almagro em uma carta de 18 páginas enviada à presidente do Conselho Nacional Eleitoral venezuelano(CNE), Tibisay Lucena.

Há meses o diplomata uruguaio tenta, sem sucesso,  a autorização da Venezuela para que uma missão da OEA monitore a votação. A carta à chefe do CNE foi escrita em um tom mais crítico do que o adotado até então pelo ex-chanceler de José Mujica. "Lamento que a proibição se deva a um posicionamento político. Não tenho objeção a que a senhora tenha uma posição política, mas suponho que deva ser absolutamente claro que o trabalho da Justiça eleitoral transcenda esse tipo de posição", escreveu Almagro. 

O secretário-executivo da OEA também criticou a formação da cédula eleitoral venezuelana, que pelas cores e formatos, pode confundir os eleitores da coalizão opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD). Almagro também criticou a condenação a quase 14 anos de prisão do líder opositor Leopoldo López, preso durante os protestos contra o governo no ano passado. 

"Essa decisão coloca em mãos de interpretações judiciais muito subjetivas o discurso da político da oposição e o direito de associação que está na base desses movimentos", disse.  

 

Não é a primeira vez que Almagro critica líderes chavistas. Em setembro, o secretário da OEA rechaçou as acusações do ex-chanceler Elías Jaua, que o chamou de "antivenezuelano" após um encontro entre o uruguaio e o líder opositor Henrique Capriles. / AP e AFP

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