Incêndio em prisão de Tocuyito mata 16, diz jornal venezuelano

Entre as vítimas, oito eram mulheres que pernoitavam com seus parceiros, segundo fontes de ‘El Universal’

O Estado de S. Paulo

01 Setembro 2015 | 02h00

CARACAS - Um incêndio ocorrido na madrugada de ontem no Pavilhão 1 do Internato Judicial de Carabobo, conhecido como prisão de Tocuyito, matou 16 pessoas, segundo o jornal venezuelano El Universal

Fontes do corpo de bombeiros que atenderam o incidente informaram ao jornal que pelo menos 17 presos sofreram queimaduras e foram levados para o Hospital Central de Valência, no Estado de Carabobo, 150 quilômetros a oeste de Caracas.

Segundo El Universal, os mortos eram oito homens e oito mulheres, que pernoitavam na prisão com seus companheiros. A informação foi repassada por fontes do necrotério de Valencia, que está sob custódia da Guarda Nacional Bolivariana (GNB). A imprensa local informou que havia um forte dispositivo de segurança ao redor do necrotério, impedindo o acesso dos jornalistas.

Dezenas de parentes de presos concentravam-se na prisão de Tocuyito à espera de notícias. As autoridades reforçaram a segurança para impedir uma eventual fuga de detidos.

A origem do incêndio teria sido um curto-circuito. No entanto, nenhuma autoridade do Ministério de Assuntos Penitenciários confirmou ou se pronunciou a respeito do incidente.

ONGs dos direitos humanos têm denunciado que milhares de presos morreram em prisões venezuelanas nos últimos anos. Em novembro, 35 morreram no presídio de Uribana, no Estado de Lara. Um comunicado do ministério atribuiu a tragédia à “ingestão descontrolada de fármacos como antibióticos, anticonvulsivos, anti-hipertensivos e álcool puro”. 

Na ocasião, os detentos faziam greve de fome como protesto por melhorias na prisão. Em janeiro de 2013, o mesmo presídio teve um dos mais sangrentos motins do país e pelo menos 61 presos morreram. Na época, a ministra dos Serviços Penitenciários, Iris Varela, prometeu melhorias no sistema carcerário.

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