EFE/PRENSA MIRAFLORES/ SOLO USO EDITORIAL / NO VENTAS
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Maduro afirma que argentinos ‘lutarão’ contra Macri

Para venezuelano, EUA fazem lobby na região para outros presidentes se pronunciarem contra a Venezuela

O Estado de S. Paulo

29 de novembro de 2015 | 21h08

CARACAS - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse na noite de sábado que “o povo da Argentina está pronto para lutar” contra o governo do presidente eleito do país, Mauricio Macri, que assumirá no dia 10 no lugar de Cristina Kirchner. Maduro fez a declaração em um ato na cidade de Maracaibo, segunda cidade mais importante da Venezuela, retransmitido pelo canal estatal VTV.

Maduro não fez mais referências sobre a Argentina, embora tenha dito que o presidente eleito Mauricio Macri ganhou as eleições presidenciais, em um segundo turno realizado no dia 22, por uma margem “micromilimétrica”.

A Argentina deixará para trás 12 anos de governos kirchneristas, aliados de Maduro e de seu antecessor, Hugo Chávez, morto em 2013. O futuro presidente da Argentina advertiu recentemente que pedirá na próxima cúpula do Mercosul, no mês que vem, que seja aplicada a cláusula democrática contra a Venezuela em razão da “perseguição” a seus opositores e pela violação “à liberdade de expressão”. Os uso da cláusula democrática pode causar a suspensão de Caracas do bloco.

O governo de Maduro rejeitou o anúncio de Macri e o qualificou de um “ato de ingerência nas eleições parlamentares” da Venezuela, marcadas para domingo. Pelo mesmo motivo, ele acusou a União Europeia e o governo dos Estados Unidos.

“O que lhes cabe é reconhecer a revolução bolivariana, reconhecer os resultados do dia 6 de dezembro e deixar de conspirar e de apoiar os grupos extremistas de direita”, acrescentou Maduro, após rotular os EUA de “império assassino de crianças e povos”.

“O governo dos EUA também deve deixar de fazer lobby, pressionando presidentes e primeiros-ministros no mundo para que se pronunciem contra a Venezuela, como no caso de Macri”, afirmou o presidente venezuelano. 

Ainda no sábado, a missão eleitoral que a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), liderada pelo ex-presidente dominicano Leonel Fernández, enviou à Venezuela, teve reuniões com os setores envolvidos na eleição, incluindo autoridades eleitorais e partidos.

Desde ontem, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), está proibida a publicação de pesquisas de intenção de voto. A campanha eleitoral termina na quinta-feira, três dias antes da votação, para a qual foram convocados cerca de 19 milhões eleitores que escolherão todos os 167 deputados da Assembleia Nacional, que há quase 15 anos tem maioria governista. / EFE


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