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Morre Arellano Stark, chefe da 'Caravana da Morte' de Pinochet

General tinha mal de Alzheimer e comandou a morte de 75 opositores após golpe de 73, liderado pelo ditador chileno

O Estado de S. Paulo

09 de março de 2016 | 14h05

SANTIAGO - O general da reserva do Exército chileno Sergio Arellano Stark, que comandou uma comitiva militar que matou 75 opositores semanas após a instauração da ditadura de Augusto Pinochet, morreu nesta quarta-feira,09,  aos 94 anos. Arellano Stark liderou a chamada "Caravana da Morte", o caso que motivou o primeiro processo e a prisão domiciliar de Pinochet, do qual o ex-ditador foi absolvido finalmente por demência em 2001.

Por ordem de Pinochet, Arellano liderou uma comitiva militar que semanas depois do golpe de Estado que depôs o governo socialista de Salvador Allende e instaurou a ditadura de Pinochet (1973-1990) percorreu o Chile em um helicóptero executando sumariamente 75 opositores.

O ex-militar morreu em uma casa de repouso onde estava internado devido a uma deterioração associada a sua avançada idade, confirmou sua família a meios de comunicação locais.

Pelo caso "Caravana da Morte", o juiz Víctor Montiglio condenou Arellano a seis anos de prisão, mas determinou que não cumprisse a pena em um recinto penal "devido ao seu deteriorado estado de saúde mental", depois de ser diagnosticado com Alzheimer.

Pinochet, enquanto isso, após ser absolvido definitivamente neste caso, enfrentou outros processos judiciais, mas morreu sem ser condenado por nenhum deles em dezembro de 2006, aos 91 anos, em virtude de um enfarte. A ditadura que liderou deixou mais de 3,2 mil vítimas, entre mortos e desaparecidos. / AFP


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