Alexsey Druginyn / RIA Novosti / Reuters
Alexsey Druginyn / RIA Novosti / Reuters

1,4 mi de ‘dislikes’: após críticas, rapper fã de Putin apaga clipe em que elogia autoridades russas

Conhecido por seu apoio ao presidente da Rússia, Timati havia publicado o vídeo na véspera das eleições legislativas no país

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2019 | 11h00

MOSCOU - Após obter 1,4 milhão de “dislikes” em apenas 72 horas, uma estrela do rap na Rússia removeu do YouTube nesta terça-feira, 10, um videoclipe no qual elogia as autoridades de Moscou. Ele havia sido publicado no sábado, véspera das eleições legislativas no país.

O rapper Timati, conhecido por seu apoio ao presidente russo, Vladimir Putin, havia divulgado o vídeo de sua canção “Moskva” horas antes da votação que provocou uma onda de protestos sem precedentes em Moscou após a exclusão de candidatos da oposição.

“Não vou às manifestações, não digo ‘m****’”, ressaltou Timati no vídeo, que mostra uma sequência de locais emblemáticos da capital russa vistos de cima.

O rapper de 36 anos diz que “come um hambúrguer em homenagem a (Serguei) Sobianin”, prefeito de Moscou leal ao Kremlin, enquanto celebra uma cidade “onde não há desfiles do orgulho gay”.

Em apenas três dias, o vídeo foi visto mais de 5 milhões de vezes e recebeu 1,4 milhões de “dislikes”. Nos comentários, muitos internautas acusaram o cantor de ter sido comprado pelo poder.

“Removo esse vídeo para que esta onda de negatividade pare. Não queria ferir ninguém”, disse Timati nesta terça em sua conta no Instagram, na qual conta com 14 milhões de seguidores.

Em outubro de 2015, Timati publicou um videoclipe cujo refrão da música dizia: “Meu melhor amigo é o presidente Putin”. Na ocasião, o líder russo o qualificou como um “artista formidável”.

Derrota para Putin 

Nas eleições de domingo, o partido governista e os candidatos pró-regime sofreram um revés ao perder cerca de um terço dos deputados locais em relação ao mandato anterior.

Em Moscou, o Rússia Unida - de Putin - perdeu 12 assentos para a oposição no Parlamento local, passando de 38 para 26, de um total de 45. / AFP

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