1,5 mil paquistaneses chegam para lutar ao lado do Taleban

Pelo menos 1.500 paquistaneses tribais entraram este domingo no Afeganistão para se unirem à milícia fundamentalista do Taleban no que consideram uma guerra santa (jihad) contra os EUA. Portando fuzis Kalashnikov, lança-foguetes e outras armas, os paquistaneses, pertencentes a tribos de etnia pashtun, gritavam "Morte aos EUA" enquanto eram transportados em caminhonetes de passageiros e de carga. Com o envio dos combatentes, as tribos, pertencentes ao mesmo grupo étnico de muitos afegãos, desafiaram uma proibição do governo, que apóia os ataques dos EUA ao Afeganistão, apesar das numerosas críticas internas. Na cidade fronteiriça de Bajur, no noroeste paquistanês, outros entre 8.000 e 10.000 paquistaneses pró-Taleban se concentraram para exigir a renúncia do presidente Pervez Musharraf, pelo apoio dado por seu governo aos ataques americanos no Afeganistão. Os manifestarantes eram membros do fundamentalista Jamaat-e-Islami, ou Partido Islâmico. Seu líder, Qazi Hussain Ahmed, foi acusado no domingo de perturbar a ordem pública por apelar aos militares do país que derrubem Musharraf.

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