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Boko Haram fez 1 milhão de crianças deixar estudos em 2015, diz Unicef

Entidade indica que terroristas afetam diretamente a educação de menores de idade na Nigéria, no Chade, no Níger e em Camarões

O Estado de S. Paulo

22 de dezembro de 2015 | 07h55

NOVA YORK - Levantamento publicado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta terça-feira, 22, indica que mais de um milhão de crianças foram obrigadas a deixar a escola no período do último ano no noroeste da Nigéria e em países vizinhos ao seu território. A população civil dessa região, localizada ao oeste do continente africano, sofre com a ação do grupo jihadista Boko Haram.

Além dsse número de menores de idade que deixaram de frequentar a escola por causa do conflito armado, outras 11 milhões de crianças já não estudavam antes do início da onda de terrorismo que afeta Nigéria, Camarões, Níger e Chade.

"A violência deixou muitas crianças sem aulas por mais de um ano, o que os coloca em risco de abandonar os estudos completamente", advertiu o Diretor Regional da Unicef na África central e ocidental, Manuel Fontaine. Nos quatro países mais afetados pelo conflito, mais de 2 mil escolas estão fechadas e muitas delas sofreram danos em razão de ataques, saques e incêndios.

Até este momento, a Unicef recebeu 44% dos fundos necessários em 2015 para corresponder às necessidades humanitárias das crianças afetadas pelo terrorismo nessas quatro nações. Em 2016, a entidade precisará arrecadar US$ 23 milhões de dólares para garantir a educação desses menores de idade. Mais de 4 mil pessoas morreram em 2015 em atentados do Boko Haram e um território entre a Nigéria e o Chade está sob domínio do grupo terrorista.

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