Victor Blue/NYT
Victor Blue/NYT

10 ações urgentes para proteger jornalistas no Afeganistão

Profissionais da imprensa estão sob risco no país; membros do Taleban já espancaram repórteres e impediram mulheres de trabalhar

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2021 | 05h00

Estadão faz parte da One Free Press Coalition, iniciativa entre jornais e veículos de comunicação do mundo todo para denunciar crimes e ameaças contra jornalistas. A missão é usar as vozes coletivas de seus membros, que alcançam mais de 1 bilhão de pessoas, para defender os jornalistas que estão sendo atacados por buscar a verdade.

Além do Estadão, fazem parte da One Free Press Coalition importantes veículos internacionais como os jornais Financial Times, The Boston Globe, Corriere della Sera, Süddeutsche Zeitung, Le Temps e De Standaard; os portais HuffPost, EURACTIV e Yahoo News; as revistas Forbes, Fortune, Time e Republik, as agências de notícias The Associated Press e Reuters; e as emissoras de televisão CNN Money Switzerland e Deutsche Welle.

Todos os meses, a One Free Press divulga uma lista com os 10 casos mais urgentes de crimes e ameaças contra jornalistas no mundo. Em setembro, a coalizão decidiu focar seus esforços no Afeganistão. Por motivos de segurança, a lista de jornalistas foi substituída por uma lista com 10 ações urgentes que governos e autoridades devem tomar para proteger os profissionais de imprensa no país. Confira:

1. Comprometer-se a retirar todos os jornalistas, trabalhadores da mídia, defensores da mídia e suas famílias do Afeganistão.

2. Simplificar e proteger o processo de solicitação de visto e colaborar com países terceiros quando possível.

3. Estabelecer corredores seguros em Cabul para permitir a retirada e realocação de todas as pessoas em risco, incluindo jornalistas e funcionários da mídia.

4. Facilitar as restrições de visto para todos os jornalistas, profissionais da mídia, defensores da mídia e suas famílias que buscam asilo.

5. Garantir o apoio da ONU aos jornalistas afegãos como parte de sua agenda de "estadia e entrega" para assistência humanitária e proteção no Afeganistão.

6. Abrir as fronteiras para permitir a passagem segura de refugiados que buscam realocação e futuro assentamento.

7. Fornecer às organizações de notícias afegãs - incluindo a mídia do exílio - apoio imediato e contínuo para a coleta de notícias e operações.

8. Criar fundos de emergência para jornalistas e profissionais da mídia afegãos que deixaram o país, bem como aqueles que permanecem no país.

9. Juntar-se a um esforço civil ou corporativo local para oferecer transporte, refeições ou alojamento temporário para refugiados afegãos.

10. Divulgar organizações, como CPJ e IWMF, que prestam assistência a jornalistas ou compilam listas de recursos disponíveis.

 

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