10 mortos em conflito entre supostos narcotraficantes

Um sangrento conflito entre supostos narcotraficantes deixou nesta quinta-feira um saldo de dez mortos, entre eles uma criança. O confronto ocorreu na localidade paraguaia de Capitán Bado, 500 quilômetros a noroeste de Assunção, perto da fronteira com o Brasil. Segundo fontes policiais, o conflito teria sido um "ajuste de contas". De acordo com as mesmas fontes, o ataque foi causado por seguidores do conhecido narcotraficante brasileiro detido no Brasil, Fernando da Costa (Fernandinho Beira-Mar), que, antes de ser preso, atuava nessa região paraguaia. Segundo o comunicado oficial da polícia, o conflito explodiu quando cerca de 20 desconhecidos, a bordo de três veículos, atacaram a residência de Líder Cabral, suposto líder do tráfico de maconha na área, provocando um feroz tiroteio com seus guarda-costas, que deixou um saldo de dez mortos. Na troca de tiros, no qual foram utilizadas armas de grosso calibre e granadas de mão, faleceu um filho de Cabral, de apenas três anos de idade, além de vários homens paraguaios e brasileiros. A localidade de Capitán Bado fica no centro de uma zona onde proliferam os maiores cultivos de maconha no país, segundo a polícia antidrogas. Até há pouco tempo, o clã Morel, que foi virtualmente exterminado por uma suposta ordem de Beira-Mar, controlava a região. A polícia supõe que os atacantes desta quinta sejam brasileiros, uma vez que após o fim do massacre, regressaram ao Brasil, cruzando a fronteira que une Capitán Bado à cidade brasileira de Coronel Sapucaia. Os mortos já identificados foram a criança Leonardo Cabral e os paraguaios Vicente Ríos, Nelson Cabrera, Julián Silva. Entre os brasileiros, Ercilio Barboza Coelho e Alcides Correa Barreto.

Agencia Estado,

10 Janeiro 2002 | 23h18

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