EFE/ Neil Hall
EFE/ Neil Hall

100 anos do voto feminino: Cinco pontos sobre as sufragistas britânicas

Nome foi atribuído em 1906 pelo jornal ‘Daily Mail’ para fazer referência à União Social e Política de Mulheres, uma organização criada em 1903 por Emmeline Pankhurst no Reino Unido

O Estado de S.Paulo

06 Fevereiro 2018 | 08h55

LONDRES - As sufragistas desempenharam um papel determinante para que as mulheres britânicas conquistassem, há 100 anos, o direito ao voto, em uma época na qual as suas colegas de outros países tinham poucos direitos e nenhum papel no cenário político. Entenda mais sobre o assunto abaixo.

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As sufragistas

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As "sufragistas" foi um nome pejorativo atribuído em 1906 pelo jornal Daily Mail para fazer referência à União Social e Política de Mulheres, uma organização criada em 1903 por Emmeline Pankhurst em Manchester, norte do Reino Unido. As organizações que desde 1870 reivindicavam o direito passam a ser conhecidas por este nome.

'Ações e não palavras'

As sufragistas que adotaram o nome se consideravam guerreiras guiadas pelo lema "Ações e não palavras", em oposição a outras comunidades mais pacíficas que atuavam como grupos de pressão.

Métodos

As sufragistas quebravam vitrines, colocavam bombas e executavam atos de sabotagem na linha de energia elétrica. O radicalismo de suas ações provocou uma forte comoção no Reino Unido, pouco acostumado a tais métodos.

A ação mais chocante foi o atentado com bomba contra a residência do então primeiro-ministro, David Lloyd George, em 1913.

No mesmo ano, Emily Davidson foi a primeira ativista a morrer como "mártir" depois de se jogar na frente de um cavalo que disputava o Derby de Epsom. Muitas militantes foram presas e iniciaram greves de fome.

As militantes

Emmeline e outras líderes foram acusadas de integrar uma elite de classe média e alta, mas conseguiram mobilizar a classe operária, especialmente as trabalhadoras das fábricas têxteis do norte do país e do bairro de East End, em Londres.

Não existe uma estatística exata sobre as militantes, mas elas não contavam com o apoio da opinião pública. Muitas ativistas eram criticadas por mulheres que acreditavam que estavam traindo seu papel na sociedade.

Legado

No início da 1.ª Guerra, Emmeline Pankhurst pediu às suas partidárias que suspendessem as ações para apoiar os esforços do país.  

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As mulheres conquistaram o direito ao voto no dia 6 de fevereiro de 1918, mas apenas 10 anos depois, quando Emmeline já estava morta, receberam os mesmos direitos que os homens nas eleições.

As sufragistas inspiraram feministas em outros países, especialmente na França, onde participaram da conquista do direito ao voto para as mulheres em 1944. A casa de Manchester na qual Emmeline criou o movimento foi transformada em um museu. / AFP

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