100 mil pessoas tentaram se despedir de Mandela no último dia de velório

Líder sul-africano será enterrado no domingo em Qunu, sua aldeia natal

O Estado S. Paulo,

13 de dezembro de 2013 | 09h56

(ATUALIZADA ÀS 20h) PRETÓRIA - Dezenas de milhares de pessoas esperam em fila para ver o corpo de Nelson Mandela no terceiro e último dia de seu velório na capital Pretória. Segundo o governo, cerca de 50 mil pessoas já estavam enfileiradas às 7h30 (horário local, 3h30 em Brasília). Um jornalista da Associated Press informou nesta sexta-feira que as filas ao redor dos Union Buildings, sede do gabinete e residência oficial da presidência sul-africana, eram de vários quilômetros.

Veja também:
link Blog: Intérprete analisa sinais de “falso” tradutor no memorial de Mandela
link Adriana Carranca: Mandela e a luta contra a aids
link Visão Global: o respeito global por Mandela 

Como mais pessoas continuavam chegando, o governo advertiu que não pode garantir que todas conseguirão entrar no velório, que será encerrado nesta tarde.

Depois disso, o corpo do ex-presidente será levado de avião para a vila rural de Qunu, no sudeste do país, onde será enterrado no domingo.

A família do principal líder contra o apartheid pediu que rituais tradicionais Cossa sejam realizados durante o funeral no final de semana.

INTÉRPRETE

O governo sul-africano está ciente de que o falso intérprete de sinais que participou da missa campal em homenagem a Nelson Mandela é acusado de homicídio e informou nesta sexta-feira que ele está sendo investigado.

Phumla Williams, funcionário da secretária de comunicação do governo, disse que as autoridades investigam a situação de Thamsanqa Jantjie e tentam determinar como ele foi selecionado para fazer erroneamente a tradução para surdos-mudos.

No evento, Jantjie ficou perto do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, da presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e de outros líderes mundiais.  /AP

Tudo o que sabemos sobre:
África do SuMandelavelório

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.