11 de Setembro: 'Os alicerces da América não podem ser tocados'

De noite, Bush fez novo discurso depois de todos os catastróficos eventos do 11 de Detembro

estadão.com.br

09 Setembro 2011 | 20h38

ESPECIAL: Dez Anos do 11 de Setembro  

 

Às 20h30, quase 12 horas após o início dos ataques, George W. Bush falou à nação americana. As duas torres do World Trade Center já haviam ruído, o Pentágono já havia sido atacado e o quarto avião também havia caído na Pensilvânia. Tudo fora consumado. O presidente se colocou como o líder que chefiaria a busca pelos culpados e afirmou que "terroristas podem abalar os alicerces dos nosso maiores edifícios, mas não podem tocar os alicerces da América".

 

Veja também:

documento ESPECIAL: Dez anos do 11 de Setembro

som ESTADÃO ESPN: Série especial

forum PARTICIPE: Onde você estava quando soube dos atentados?

 

 

Veja abaixo a íntegra do discurso.

 

Boa noite.

 

Hoje, nossos companheiros cidadãos, nosso modo de vida, nossa liberdade foram atacadas em uma série de atos terroristas mortíferos e deliberados.

 

As vítimas estavam em aviões ou em seus escritórios – secretárias, executivos, empregados militares e federais. Mães e pais. Amigos e vizinhos. Milhares de vidas repentinamente tomadas por atos deploráveis e terríveis de terrorismo.

 

As imagens de aviões voando contra prédios, incêndios, grandes estruturas nos desabando encheram de descrença, tristeza e uma raiva quieta e insuportável.

 

Esses atos de assassinato em massa têm a intenção de assustar nossa nação e nos fazer cair no caos. Mas eles não conseguiram. Nosso país é forte. Todo um grande povo vai defender uma grande nação.

 

Terroristas podem abalar os alicerces dos nosso maiores edifícios, mas não podem tocar os alicerces da América. Esses atos estilhaçam aço, mas não podem danificar o aço da determinação americana.

 

A América foi alvo do ataque porque somos o maior expoente de oportunidades e liberdade do mundo. E ninguém vai impedir que essa luz brilhe.

 

Hoje, nossa nação viu o mal, o pior da natureza humana, e nós respondemos com o melhor da América, com a ousadia de nossas equipes de resgate, com o cuidado de desconhecidos e vizinhos que doaram sangue e ajudaram da forma como puderam.

 

Imediatamente após o primeiro ataque, eu implementei os planos emergenciais de resposta do nosso governo. Nosso poderio militar é grande e preparado. Nossas equipes de emergência estão trabalhando em Nova York e Washington para ajudar nos serviços de resgate.

 

Nos principal prioridade é ajudar aqueles que se feriram e tomar todas as medidas de precaução para proteger nossos cidadãos aqui e em todos os lugares do mundo de mais ataques.

 

As funções do nosso governo continuam sem interrupção. Agências federais em Washington que tiveram de ser esvaziadas estão reabrindo para funcionários essenciais neste noite e reabrirão completamente amanhã. Nossas instituições financeiras continuam fortes, e a economia americana ficará aberta para os negócios, como de costume.

 

A busca por aqueles que estão por trás destes terríveis atos já começou. Direcionei todos os recursos para nossa inteligências e forças da lei para encontrar os responsáveis e levá-los à Justiça. Não diferenciaremos entre os terroristas que cometeram esses atos e aqueles que os abrigam.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.