11 libaneses são presos no Congo

Onze libaneses foram detidos por sua suposta vinculação com o assassinato do presidente Laurent Kabila, disseram hoje fontes oficiais congolesas e ativistas de direitos humanos. Floribert Chebeya, presidente do grupo Vox dos sem Voz, disse ontem que os libaneses foram detidos em 16 de janeiro, na noite do assassinato de Kabila. O porta-voz governamental Dominique Sakombi e o líder da comunidade libanesa de Kinshasa, Abdul Aschour, confirmaram as detenções. Ambos evitaram fazer comentários sobre os insistentes rumores de que pelo menos alguns dos libaneses teriam sido executados. Chebeya disse que estas versões não foram confirmadas por fonte independente. Os cidadãos libaneses constituem parte importante da comunidade empresarial no Congo. Uma testemunha que pediu para não ser identificada afirmou que os nomes dos detidos foram encontrados no bolso do assassino de Kabila, um guarda-costas que foi executado logo após matar a tiros o então presidente.Chebeya também confirmou a detenção de dois funcionários governamentais, Eddy Kapend e o general Yav Nawej, em meio às investigações sobre o assassinato. Ambos pertencem à tribo Lunda, da região de Katanga - que mantém vínculos com Angola, país aliado do Congo. Ainda segundo Chebeya, "alguns membros da tribo Kapend" foram igualmente detidos. Os motivos do assassinato de Kabila continuam confusos.

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