12 mortos em mais um atentado nas Filipinas

Supostos rebeldes islâmicos atacaram um carro pertencente a uma mineradora canadense no sul das Filipinas nesta quinta-feira, deixando 12 mortos e 10 feridos, informou o Exército local. Todas as vítimas eram filipinas. O ataque ocorre após um outro atentado ter deixado 17 mortos na véspera de Natal, inclusive o prefeito de uma cidade. Ambos os atentados são atribuídos à Frente Moro pela Libertação Islâmica. O grupo rebelde, porém, nega seu envolvimento. O tenente coronel Daniel Lucero, porta-voz do Comando Sul do Exército das Filipinas, disse que os rebeldes atacaram na tarde de hoje um carro pertencente à Toronto Venture Inc. Pacific, uma companhia canadense de mineração com sede em Calgary. Ele não informou o motivo pelo qual o Exército atribui o atentado à Frente Moro, exceto pelo fato de a remota aldeia de Baliguian, na província de Zamboanga do Norte, ilha de Mindanao, onde ocorreu o ataque, ser um conhecido reduto de rebeldes islâmicos. A polícia acusa os rebeldes de praticarem extorsão contra a mineradora canadense. O tenente-general Narciso Abaya, chefe do Comando Sul, ordenou a seus soldados que busquem os suspeitos, segundo ele, escondidos em montanhas próximas. A segurança foi reforçada na província. O porta-voz rebelde Eid Kabalu negou o envolvimento do grupo. "Nós não matamos pessoas inocentes. Além disso, a Frente Moro está negociando a paz com o governo." Kabalu explicou que o grupo encerrou suas operações em Zamboanga do Norte no último mês de junho, depois que o Exército assassinou um importante líder da organização extremista Abu Sayyaf, que também opera na região.

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