130 países se reúnem para avançar na luta contra a Aids

A Declaração de Sydney pede que 10% de todos os recursos para a Aids e o HIV sejam destinados à pesquisa

EFE,

22 Julho 2007 | 04h50

A quarta Conferência Internacional sobre Patogênese e Tratamento do Vírus de Imunodeficiência Humana (HIV) começou neste domingo, 22, em Sydney com a participação de aproximadamente cinco mil especialistas de mais 130 países.   Organizada pela Associação Internacional da Aids (IAS) e a Sociedade da Australásia para a Medicina de HIV (ASHM), a conferência, considerada a mais importante do mundo neste tema, contará com quase mil de palestras de especialistas.   Além disso, servirá para apresentar as conclusões da pesquisa mais recente sobre a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (Aids) e o HIV.   Os participantes examinarão até 25 de julho as últimas descobertas científicas relacionadas com o HIV e como estes avanços podem contribuir para elaborar uma resposta global à epidemia.   A Conferência é presidida pelo argentino Pedro Cahn, presidente da IAS, e por David Cooper, diretor do Centro Nacional de Epidemiologia e Pesquisa Clínica sobre o HIV.   Ambos assinalaram em comunicado que as pesquisas se encontram em um momento muito emocionante devido aos novos tratamentos que são vislumbrados no horizonte e aos avanços da prevenção básica e biomédica.   No entanto, Cahn e Cooper alertaram que não as pessoas não devem se deixar levar pelo otimismo e indicaram que a Conferência promoverá a Declaração de Sydney, proposta pela IAS e a ASHM e publicada no mês passado pela revista médica britânica "The Lancet".   A Declaração de Sydney pede que 10% de todos os recursos para a Aids e o HIV sejam destinados à pesquisa, para assegurar que o investimento no tratamento e na prevenção da doença seja ótima e para melhorar o nível de entendimento da patogenia do vírus.   A Aids é considerada a pandemia mais devastadora conhecida pela humanidade e desde seu início mais de 60 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus.   Em 2006, a Aids matou 2,9 milhões de pessoas no mundo todo, segundo o último relatório Unaids.

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