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144 milhões participam da 3ª etapa da eleição na Índia

Duas maiores forças indianas, Sonia Gandhi e L.K. Advani, conquistaram suas cadeiras no Parlamento

Efe,

30 Abril 2009 | 12h38

A terceira fase das eleições gerais indianas, para qual estavam convocados mais de 144 milhões de eleitores, terminou nesta quinta-feira, 30, com poucos choques entre seguidores de partidos rivais, embora não tenham sido registradas mortes. Os mais de 165 mil colégios eleitorais que abriram suas portas em nove estados e dois territórios da União fecharam às 17h (8h30, Brasília), segundo o horário previsto pela Comissão Eleitoral.

 

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A votação ocorreu em 107 circunscrições, por isso que já se decidiram 372 das 543 cadeiras elegíveis da Câmara Baixa, embora a apuração total vá se tornar pública apenas em 16 de maio. Nesta quinta, conquistaram sua cadeira os líderes das duas maiores forças indianas, Sonia Gandhi e L.K. Advani.

 

A presidente do governante Partido do Congresso se apresentou pela circunscrição de Rae Bareli, que pertence ao nortista estado de Uttar e é um histórico reduto da dinastia Nehru-Gandhi. Já Advani, candidato do opositor Partido do Povo Indiano (Bharatiya Janata, BJP) a primeiro-ministro, confiou, após votar, que a aliança política que sua legenda lidera "formará o próximo Governo", como publica a agência de notícias Ians.

 

A jornada eleitoral aconteceu, em geral, sem incidentes maiores, embora a explosão de uma mina colocada pela guerrilha maoista no distrito bengali de Purulia (leste) tenha ferido dois membros das forças de segurança, segundo o superintendente da Polícia Rajesh Yadav, citado pela agência PTI.

 

Na região de Gujarat, no oeste, houve choques entre militantes do Partido do Congresso e do BJP, enquanto no estado de Bihar, no norte, se enfrentaram também membros de partidos rivais sem que se registrassem vítimas, segundo disse uma fonte policial à Ians.

 

A eleição na Índia é realizada em cinco fases e deve terminar em 13 de maio. Os resultados são esperados para três dias depois. Com mais de 700 milhões de eleitores, o país normalmente realiza eleições fracionadas por questões de logística e segurança.

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