Therese Di Campo/Reuters
Therese Di Campo/Reuters

150 pessoas estão desaparecidas após naufrágio em lago no Congo

Naufrágios são comuns no lago Kivu por causa de superlotação das embarcações e poucas informações sobre condições de navegação

Steve Wembi, The New York Times

17 de abril de 2019 | 01h41

KINSHASA (CONGO) - Cerca de 150 pessoas estão desaparecidas por causa do naufrágio de um barco em um lago na República Democrática do Congo. A informação foi confirmada pelo presidente congolês Felix Tshisekedi nessa terça-feira, 16, um dia depois do naufrágio.

"Estou muito triste com o naufrágio no Lago Kivu no dia 15 de abril", postou Tshisekedi em sua conta oficial no Twitter. "Expresso minha sincera compaixão às famílias que estão sofrendo. Estou acompanhando a situação de perto para identificar os perpetradores."

A embarcação partiu na segunda-feira do vilarejo Kituku, na costa norte do lago. O barco naufragou na parte sul do lago, próximo ao território de Kalehe.

As causas do naufrágio são desconhecidas. Meios de comunicação locais informaram que três corpos foram encontrados nessa terça, e a agência de notícias Reuters informou que 33 pessoas foram resgatadas.

"Pedimos à polícia do lago, o diretório geral de imigração e a força naval que fiscalizem a movimentação no lago para evitar a superlotação de barcos", disse Delphin Birimbi, ativista da região do lago Kivu, a uma estação de rádio da ONU. "A primeira causa desta tragédia foi a superlotação. Em segundo lugar, foram fortes ventos."

Como há falta de infraestrutura na República Democrática do Congo, agências particulares oferecem transporte de alta velocidade entre regiões. Muitas das embarcações não cumprem quesitos de segurança. Muitos naufrágios são causados por superlotação das embarcações ou a falta de alertas sobre as condições de navegação.

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