16 pessoas são seqüestradas em zona petrolífera da Nigéria

Dezesseis trabalhadores de uma indústria petrolífera da Nigéria foram seqüestrados nesta sexta-feira por um grupo de milicianos na província de Bayelsa, segundo a televisão nigeriana. Oito dos seqüestrados são estrangeiros - seis britânicos, um americano, um canadense.De Oslo, um comunicado da companhia Fred Olsen informou que várias pessoas invadiram a plataforma Bulford Dolphin, a 96 quilômetros do litoral sul nigeriano, no Golfo da Guiné, e seqüestraram os trabalhadores, nesta madrugada.Nenhum grupo se responsabilizou pelo seqüestro. Um porta-voz do governo de Bayelsa disse que as autoridades da região farão, em breve, um comunicado oficial sobre o fato.MendO Movimento para a Emancipação da região do Delta do rio Níger (Mend, na sigla em inglês) seqüestrou, recentemente, dois grupos diferentes de trabalhadores estrangeiros da zona petrolífera do sul do país.Estas ações tiveram como propósito chamar a atenção do governo sobre as carências vividas pela população da região, em contraste com a riqueza produzida.Entre seus pedidos, figura o pagamento de US$ 1,8 bilhão que, segundo o Mend, a companhia Shell - que tem maior presença na região - deve fazer para compensar os danos ambientais na área.Embora, nas ocasiões anteriores, os seqüestrados tenham sido libertados ilesos, os ataques às reservas petrolíferas e aos oleodutos reduziram em 25% a produção de petróleo da Nigéria, de 2,5 milhões de barris diários.A Nigéria é o primeiro produtor africano de petróleo e o sexto entre os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).Também é o vigésimo país mais pobre do planeta. Cerca de 70% da população vive com menos de um dólar por dia, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).O Mend ameaçou, recentemente, renovar seus ataques à zona petrolífera e exigiu que as empresas estrangeiras que exploram as reservas saiam da região.A mesma organização se responsabilizou por duas explosões recentes de carros-bomba que mataram três pessoas nas cidades de Port Harcourt e Warri.

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