17 presos em protesto contra tortura em São Francisco

A polícia de São Francisco prendeu nesta segunda-feira 17 pessoas que participavam de um protesto contra o que os manifestantes classificaram como tortura promovida pelo governo americano. Alguns estavam dentro de uma réplica de cela de prisão construída no centro de São Francisco, na Califórnia, e foram retirados pelos policiais. O evento foi organizado pelo grupo Ato Contra a Tortura, que pede o fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba, e de Abu Ghraib, no Iraque. A manifestação coincide com o terceiro aniversário da invasão americana no Iraque. Mais de cem manifestantes ficaram diante de barricadas da polícia do lado de fora do escritório da senadora democrata Dianne Feinstein. "Nosso governo está abertamente torturando pessoas e as prendendo indefinidamente e temos que pôr um fim a isso", afirmou Ayah Young, estudante da Universidade de São Francisco. Vários manifestantes vestindo macacões laranjas, similares ao usados por detentos em Guantánamo, transportaram a cela de prisão para a rua, onde ficaram, enquanto outros seguravam faixas contra Bush e contra a tortura. As pessoas presas serão citadas por não obedecer à polícia e por bloquear um cruzamento, afirmou o sargento da polícia de São Francisco, Neville Gittens. Protestos no Pentágono Em Arlington, Virgínia, manifestantes tentaram entregar um caixão para o secretário de Defesa americano, Donald H. Rumsfeld, mas a polícia impediu a entrada no Pentágono. A iniciativa fazia parte de um protesto pacífico contra a guerra do Iraque. Tambores e um sino cerimonial soaram enquanto cerca de 200 manifestantes percorriam o caminho do Lincoln Memorial até o prédio do Departamento de Defesa. A polícia cercou a área do Pentágono com uma barreira de aço de 1,5 metro. Alguns manifestantes cruzaram a barreira policial, em um ato orquestrado de desobediência civil, e foram presos imediatamente.

Agencia Estado,

20 Março 2006 | 17h59

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