EFE/Michael Kappeler
EFE/Michael Kappeler

1º membro do governo alemão a tornar pública sua homossexualidade morre aos 54 anos

Guido Westerwelle foi ministro das Relações Exteriores da Alemanha de 2009 a 2013 e dirigente do Partido Liberal

O Estado de S. Paulo

18 de março de 2016 | 14h30

BERLIM - O ex-ministro das Relações Exteriores da Alemanha Guido Westerwelle, primeiro membro do governo alemão a tornar pública sua homossexualidade, em 2004, morreu nesta sexta-feira, 18, aos 54 anos, de leucemia, anunciou sua fundação.

"Estamos de luto por nosso chefe Guido Westerwelle. Morreu em 18 de março de 2016, como consequência de seu tratamento contra a leucemia", indicou a organização beneficente em sua página do Facebook.

Ex-dirigente do Partido Liberal e advogado de profissão, Westerwelle foi ministro das Relações Exteriores do segundo gabinete da atual chefe de governo conservadora, Angela Merkel, entre 2009 e 2013.

Em 2015, sua fundação anunciou que ele sofria de "uma forma aguda de leucemia" e que estava sob "tratamento médico visando uma total recuperação". Um pouco mais tarde, publicou um livro no qual relatava sua doença. "Claro que quero seguir vivendo", declarou em novembro ao semanário Der Spiegel.

Westerwelle, que tinha desde 2010 um contrato de união civil com seu companheiro, o empresário Michael Mronz, tornou pública sua homossexualidade em 2004, durante um banquete pelos 50 anos de Merkel.

Membro do Partido Liberal, foi designado chefe da diplomacia alemã sem ter experiência no assunto, depois de ter impulsionado o renascimento de seu partido político, em 2009, com cerca de 15% dos votos, e se impôs como sócio governamental da CDU de Merkel.

Sua gestão à frente do Ministério das Relações Exteriores deu lugar a muitas críticas na Alemanha. Seus opositores afirmavam que não dominava os temas com os quais precisava lidar. Durante os últimos anos na pasta, se ocupou da crise política na Ucrânia que culminou em fevereiro de 2014 com a fuga do presidente Viktor Yanukovich. /AFP

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