2ª Guerra marca a expansão dos EUA

Washington conquista hegemonia global após ataque a Pearl Harbor

EFE, O Estadao de S.Paulo

29 de agosto de 2009 | 00h00

A entrada dos EUA na 2ª Guerra acabou com as aspirações do país de manter-se isolado do conflito e levou Washington a iniciar sua fase de intervencionismo externo que perdura até hoje. "Os EUA mudaram drasticamente com a 2ª Guerra. Até então, eram uma potência econômica, não militar, que se mantinha isolada", disse Peter Kuznick, professor de História da American University. "Se continuassem isolados, não haveria bomba nuclear nem Guerra Fria. O mundo seria diferente."Em 1939, os americanos presenciaram ao início de outra guerra europeia sem nenhuma vontade de se envolverem em uma briga para a qual não estavam preparados. O presidente Franklin Roosevelt até que conseguiu do Congresso a autorização para aumentar os gastos militares, mas o país tinha apenas 174 mil soldados capazes apenas de defender o território nacional.Além disso, a 1ª Guerra, que matou 116 mil pessoas, havia deixado uma péssima lembrança nos americanos. Com a Grande Depressão ainda fresca na memória, a população não queria entrar em outro dispendioso conflito. Em 1939, o índice de desemprego era de 18% e a metade dos 132 milhões de americanos vivia em zonas rurais.Nos EUA predominava o isolacionismo, que surgiu após a independência e levou os colonos a detestarem os conflitos europeus. Segundo pesquisas, a maioria esmagadora do país era contra a entrada na guerra. No entanto, o ataque japonês a Pearl Harbor, em 1941, mudou tudo. Os EUA entraram na briga e saíram dela como a primeira potência mundial.Nos três anos e meio seguintes, o país mobilizou 16 milhões de soldados, dos quais 400 mil morreram e 672 mil ficaram feridos em combate. O envio de tantos homens para o front fez com que milhões de mulheres ocupassem espaço em um mercado de trabalho até então essencialmente masculino. As necessidades da guerra forçaram também a integração no Exército de soldados e oficiais negros. No fim dos combates, os EUA tinham 10 milhões de soldados e o desemprego era quase zero. O conflito fortaleceu ainda a indústria e estimulou o desenvolvimento da tecnologia, transformando os americanos em um exemplo a ser seguido na moda, na música e até em seus hábitos, como o de fumar cigarros Lucky Strike.

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