2 semanas de protestos culminam em greve geral no Uruguai

O presidente uruguaio, Jorge Battle, enfrenta nesta quinta-feira a sexta greve geral contra seu governo em apoio aos funcionários públicos da área da Saúde - que estão paralisados há 18 dias, com a ocupação de hospitais e intervenção judicial - e em defesa de reivindicações econômicas dos trabalhadores.A greve foi promovida pelo Plenário Intersindical de Trabalhadores - Convenção Nacional de Trabalhadores (PTI-CNT), uma coalizão sindical controlada pela esquerda.Battle havia dito que não poderia fazer frente às exigências de um aumento equivalente a US$ 68 no salário dos quase 13 mil funcionários da Saúde Pública e dos 4.200 médicos que atuam no setor, que também participam da greve e só atendem emergências. O governo ofereceu até 38% de aumento, mas o sindicato esquerdista rejeitou a proposta, ao mesmo tempo em que os grevistas ocupavam cinco hospitais públicos. Após as sucessivas greves e ocupações, a central sindical aprofundou sua rejeição às políticas oficiais somando a esses protestos a promoção de outras dezenas de conflitos setoriais. Todas as iniciativas, no entanto, não atingiram até agora seus objetivos. A greve de hoje afeta principalmente os escritórios das estatais e as escolas públicas. Como foi implantado um esquema alternativo de transporte, a atividade privada estava se desenvolvendo de forma quase normal.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.