20 países devem aumentar presença no Afeganistão, diz Gates

Secretário de Defesa afirma que governos estão dispostos a aumentar contribuição militar e civil no conflito

Agências internacionais,

20 de fevereiro de 2009 | 11h22

O secretário de Defesa dos EUA, Robert Gates, afirmou nesta sexta-feira, 20, que pelo menos 20 países anunciaram que estão dispostos a aumentar sua contribuição civil ou militar na guerra no Afeganistão. Gates fez a afirmação durante a reunião de ministros da Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que acontece na Polônia.   Veja também: Quirguistão emite ordem de despejo para base dos EUA   "Não foi feito nenhum pedido específico a nenhum país, mas, nos últimos dias, 19 ou 20 países anunciaram que estão dispostos a incrementar sua contribuição militar, civil, ou de treinamento de suas forças de segurança no Afeganistão", afirmou Gates em entrevista coletiva. Para o secretário de Defesa, essas propostas são "um bom começo para a cúpula de aniversário dos 60 anos da Otan", que reunirá chefes de Estado no próximo mês de abril, em que se espera "um significativo novo compromisso" dos países aliados.   Na terça-feira, o presidente Barack Obama anunciou o envio de mais 17 mil soldados ao Afeganistão até o meio do ano para "estabilizar a situação que se deteriora". Os EUA esperam que a Otan se comprometa a aumentar seu contingente, atualmente em 56 mil homens. Outros 9 mil soldados estrangeiros, que não fazem parte da Otan, também atuam no território afegão.   De acordo com Gates, a contribuição dos países da Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) deve ser civil e militar, mas há nações que consideram que sua ajuda não pode consistir no envio de mais soldados, o que "também seria bem-vindo", disse.   Até agora, apenas Itália, Alemanha e Ucrânia expressaram publicamente sua disposição em mandar mais soldados para o Afeganistão, em parte para a realização das eleições presidenciais do dia 20 de agosto. A ministra espanhola de Defesa, Carmen Chacón, assegurou que a Espanha, como todos os países aliados, estudará como colaborar com o pleito assim que a Otan determinar quais são as necessidades concretas. A Austrália, país que não faz parte da Otan, mas tem mil soldados no Afeganistão, também deu sinais de que poderá reforçar sua força.   Na quinta, o secretário de Defesa advertiu que "todos devem fazer mais" no Afeganistão e pediu para que os demais países respondam com um maior compromisso ao aumento de tropas dos EUA na missão. Questionado sobre a polêmica decisão do governo do Paquistão em chegar a um acordo de paz com o Taleban no vale do Swat e permitir que eles implantem a lei islâmica, Gates afirmou que a reconciliação deve ser parte de uma solução a longo prazo no Afeganistão, se houver reconciliação, se os insurgentes estiverem dispostos a depor armas, deverá haver algum componente político.

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