2007 foi um dos piores anos para funcionários e soldados da ONU

O ano passado foi um dos maismortíferos para os funcionários da Organização das NaçõesUnidas, tendo registrado a morte de 42 empregados do quadrocivil e membros das forças de paz em atos de violência,informou nesta quarta-feira o sindicato dos funcionários daorganização. O pior incidente ocorreu em 11 de dezembro: 17funcionários, dos quais 14 eram argelinos, estavam entre as 37pessoas mortas em dois ataques com carro-bomba em Argel. Umdeles aparentemente tinha como alvo os escritórios da ONU. Acélula da Al Qaeda no norte da África assumiu aresponsabilidade pelo atentado. No dia 24 de junho um ataque com bomba perto da cidade deKhiyam, no sul do Líbano, não reivindicado por nenhum grupo,matou seis soldados das forças de paz (três espanhóis e trêscolombianos) que realizavam uma patrulha para a Força Interinade paz da ONU no Líbano (Unifil) Um comunicado do sindicato dos funcionários da ONU informouque em todo o ano de 2007 pelo menos 33 civis e 9 soldados daforça de paz foram mortos. Além dos ataques na Argélia e noLíbano, houve incidentes no Afeganistão, Chade, Sudão, Uganda eFaixa de Gaza. Guy Candusso, secretário do comitê dos funcionários da ONU,disse que a única cifra pior em anos recentes foi em 1994,quando 64 membros do quadro da organização morreramviolentamente. Eram principalmente ruandeses apanhados nogenocídio de tutsis e hutus moderados, desencadeado por hutusextremistas. Candusso disse acreditar que a cifra na Argélia foi a maisalta num único incidente envolvendo pessoal da ONU. O atentadocontra os escritórios da ONU em Bagdá, em 2003, matou 22pessoas, mas 7 delas eram visitantes. O presidente do sindicato, Stephen Kisambira, fez umchamado aos países membros da ONU para que punam os culpados dematança de empregados da ONU. "Os responsáveis por tais atos abomináveis devem serprocurados e levados à Justiça pelos Estados membros, que sãoresponsáveis pela segurança nacional", disse ele. "Muitoraramente os criminosos são processados, o que perpetua o climade impunidade." O sindicato se opõe aos planos da ONU de aumentar seuquadro no Iraque, argumentando que as condições no país sãoinseguras. (Reportagem de Patrick Worsnip) REUTERS ES

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