2013 pode ter sido o ano mais letal para os imigrantes

Mais de 7 mil imigrantes morreram no mar ou enquanto cruzavam desertos na tentativa de chegar a um paraíso seguro neste ano, que se acredita tenha sido o mais letal já registrado, segundo informou nesta terça-feira a Organização Internacional para as Migrações.

STE, Reuters

17 de dezembro de 2013 | 21h00

No que foi considerado a primeira estimativa mundial com base em dados de órgãos de fronteira e grupos de ativistas, a OIM disse que pelo menos 2.360 imigrantes morreram em 2013 ao ir atrás do sonho de uma nova vida, tendo muitos deles pagado a gangues de contrabandistas para seguirem em uma perigosa jornada.

Mas essa cifra, obtida principalmente de países ocidentais, que registram esses dados e os divulgam, pode ser maior, já que muitos morrem ao seguir da África para o Oriente Médio.

Estima-se que de 2 mil a 5 mil africanos tenham morrido ao cruzar a península do Sinai e o Golfo de Áden para chegar ao Iêmen, a porta de entrada para os ricos Estados do Golfo Pérsico, mas não há dados precisos disponíveis, disse a OIM.

"Nós nunca saberemos a verdade total. Muitos imigrantes morreram anonimamente em desertos, oceanos ou outras circunstâncias", disse o diretor-geral da OIM, William Lacy Swing, em um comunicado antes do Dia Internacional dos Migrantes, que será celebrado na quarta-feira.

Mesmo a cifra conservadora de 2.360 é superior ao número de mortes do ano passado, estimadas em 2109.

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