Stringer/Reuters
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21 agentes e militares estadunidenses são afastados por conduta

Apenas alguns admitem envolvimento com prostutitas; Casa Branca seguirá com investigação

AE, Agência Estado

18 de abril de 2012 | 19h42

WASHINGTON - Um escândalo de prostituição envolvendo o serviço secreto dos Estados Unidos na Colômbia cresceu de proporção, com a revelação de que agentes e militares americanos estiveram com pelo menos 20 mulheres nos quartos do hotel onde o presidente dos EUA, Barack Obama, se hospedou na semana passada, durante a VI Cúpula das Américas em Cartagena. O diretor do serviço secreto dos EUA, Mark Sullivan, foi questionado sobre o episódio nesta quarta-feira no Congresso e disse que 11 agentes do serviço secreto e 10 militares foram afastados e estão sob investigação.

Sullivan despachou investigadores para a Colômbia, onde eles deverão entrevistar as mulheres que estiveram com os agentes e militares.

"Alguns dos agentes admitem que as mulheres eram prostitutas, outros dizem que não eram, que eram apenas mulheres que eles encontraram no bar do hotel", disse o representante (deputado) republicano Peter King. Muitos republicanos argumentam que os agentes e militares poderiam ser facilmente enganados. "Se as mulheres trabalhassem para uma organização terrorista ou qualquer grupo antiamericano, elas poderiam ter acesso a informações sobre os roteiros do presidente ou sobre senhas e protocolos de segurança" dos agentes, disse King. "Isso poderia ter sido desastroso", afirmou.

Sullivan recebeu apoio da Casa Branca. "O diretor Sullivan agiu rapidamente em resposta ao incidente e está supervisionando uma investigação", disse Jay Carney, porta-voz da Casa Branca.

As informações são da Associated Press

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