25 mil protestam contra cartuns de Maomé no Paquistão

Cerca de 25.000 pessoas protestaram neste domingo em Karachi contra a publicação de caricaturas do profeta Maomé, enquanto autoridades paquistanesas detinham cerca de 100 islâmicos que pretendiam sair em passeata pelas ruas de Lahore. Depois das detenções na cidade oriental, o líder oposicionista Maulana Fazlur Rahman prometeu desafiar a proibição dos protestos de rua decretado em preparação da visita do presidente dos EUA, George W. Bush, no próximo sábado ao Paquistão."Ao prender religiosos e políticos, o governo demonstra uma atitude ditatorial que é condenável", disse Rahman, que foi impedido de pegar um vôo na capital Islamabad com destino a Lahore.Mais protestos, contra o presidente general Pervez Musharraf e os Estados Unidos, assim como as caricaturas consideradas uma blasfêmia pelos muçulmanos, estão programados para sexta-feira, um dia antes da chegada de Bush.A repórteres paquistaneses, Bush garantiu que os protestos não iriam levá-lo a cancelar a visita.O Paquistão proibiu manifestações contra as caricaturas em Islamabad, Lahore e outras cidades orientais depois que anteriores acabaram em violência e mortes.Mas os protestos têm sido permitidos em Karachi, a maior cidade e o centro econômico do Paquistão.A manifestação, organizada por um grupo muçulmano sunita, foi a maior desde a de 40.000 realizada em 16 de fevereiro contra os cartuns - que apareceram pela primeira vez em setembro num jornal da Dinamarca e depois foram republicados por vários jornais ocidentais.A multidão gritava "Abaixo os blasfemos", "Morte aos EUA" e "Fim dos laços diplomáticos com os europeus", mas não houve violência.

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