250 mil pessoas nas ruas de Barcelona contra a globalização

Centenas de milhares de manifestantes antiglobalização - 300.000 segundo os organizadores, 250.000 segundo a polícia - marcharam esta tarde pelas ruas de Barcelona, na Espanha, após o encerramento da cúpula da União Européia, em meio a um forte policiamento ? para prevenir, segundo as autoridades, a participação de "elementos incontroláveis" na marcha. Os manifestantes estavam divididos em três grupos comlemas diferentes, formando um protesto plural e multicor. Os simpatizantes da Campanha contra a Europa do Capital,com o discurso mais radical contra a globalização, desfilaram vestidos de branco e com o lema "Não à Europa do Capital e da guerra". Em seguida, desfilaram com bandeiras vermelhas osindependentistas - os catalãos, os do partido Herri Batasuna(braço político do ETA), os sardos e os corsos, entre outros - , aglutinados na Plataforma Catalã contra a Europa do Capital, que reclamam a independência para suas regiões e sua representação em instituições européias. Fechando a manifestação, de azul, desfilou o Foro Socialde Barcelona, a favor da Europa social, de que participamsindicatos majoritários e os partidos de esquerda, entre eles osocialista, e que defende manifestações pacíficas. Após percorrerem pela Via Laietana o centro da cidade,os manifestantes dirigiram-se ao porto de Barcelona, paraculminar a demonstração com a leitura de poesias.No meio da manifestações, o ativista francês e produtor de queijo roquefort, Jose Bove, disse que esta não seria a "última manifestação durante a presidência espanhola (da União Européia)." Segundo Bove, "a repressão não irá impedir a nós, manifestantes." Por isso, senhor Aznar, melhor que tenha cuidado", disse se referindo ao presidente do governo espanhol, José Maria Aznar.Bove ficou conhecido depois de destruir um restaurante do McDonalds quando protestava contra as barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos em 1999. No ano passado, no Fórum Social Mundial, em Porta Alegre, Bove também aprontou. Destruiu uma plantação de soja transgênica da empresa Monsanto e foi convidado a se retirar do País.

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