27 jornalistas foram assassinados em 2001

Desde o início deste ano, 27 jornalistas morreram no exercício da profissão e pelo menos 108 estão detidos em prisões de países cujos chefes de Estado integram a lista de "cerceadores da liberdade de imprensa" elaborada pelos Repórteres Sem Fronteiras. Estas cifras foram divulgadas pela organização dirigida por Robert Menard, por ocasião de uma jornada especial de apoio à liberdade de imprensa, destinada a encontrar "padrinhos" para ajudar os colegas encarcerados. Uma cifra superior, de 57 mortos, foi declarada pela Associação Mundial de Jornalistas, que inclui os jornalistas assassinados por outros motivos, independentemente da profissão. Ambas as organizações coincidiram sobre o número de vítimas no Afeganistão - oito -, como assinala o jornal francês Le Monde num artigo em que descreve a situação de perigo na qual trabalham os jornalistas que cobrem a guerra. Os perigos se devem sobretudo aos bandos de delinqüentes armados que se aproveitam da situação, lembra o jornal, acrescentando que alguns enviados franceses acreditam que os oito jornalistas foram mortos no Afeganistão por ladrões em busca de dinheiro. Em 2000, segundo os Repórteres, foram 32 os jornalistas mortos, 36 em 1999 e 19 em 1998. Nos últimos dez anos, a cifra mais alta é a referente a 1994, com 103 mortos. China, Mianmá e Irã, concordam as duas organizações, dividem o troféu de serem as maiores prisões do mundo para jornalistas - com 15, 18 e 17 detidos nos três países, respectivamente, onde são submetidos a constantes torturas, a condições sanitárias deploráveis e sem assistência médica.No Irã, muitos acabaram sendo presos por "atentado ao Islã", e são mantidos em absoluto isolamento, privados de visitas - uma estratégia, segundo os Repórteres, para obter mais facilmente confissões dos prisioneiros submetidos a fortes pressões psicológicas.

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