Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

Mais de 1 milhão de pessoas deixaram a Venezuela nos últimos meses

Desde 2015, aos menos 3,3 milhões partiram do país; a Colômbia acolhe 1,3 milhão de venezuelanos, seguida do Peru, com 768 mil; Chile, com 288 mil; Equador, com 263 mil; Argentina, com 130 mil; e Brasil, com 168 mil

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2019 | 12h54

GENEBRA - Mais de 1 milhão de pessoas deixaram a Venezuela nos últimos meses e ao menos 3,3 milhões imigrantes e refugiados deixaram o país caribenho desde o fim de 2015, informou a ONU nesta sexta-feira, 7. O número “alarmante” destaca a necessidade urgente de apoiar os países que recebem essas pessoas, principalmente na América Latina —liderados pela Colômbia, Peru, Chile, Equador, Brasil e Argentina—, informaram a agência de refugiados da ONU e a Organização Internacional de Migração (OIM) em um comunicado conjunto emitido em Genebra. Desde 2012, esse número é de 4 milhões de pessoas. 

"O ritmo de saídas da Venezuela foi assombroso. Eram cerca de 695 mil no final de 2015 e desde então, a quantidade de refugiados e migrantes da Venezuela disparou para mais de 4 milhões em meados de 2019", disseram OIM e Acnur em declaração conjunta. Uma média de 5 mil pessoas deixam a Venezuela todos os dias.

A ONU e a Organização dos Estados Americanos (OEA) preveem mais de 5 milhões de imigrantes da Venezuela em 2019, um fluxo migratório equiparado aos provocados por guerras como a da Síria e do Afeganistão. Se permanecer a atual tendência, o total de imigrantes e refugiados venezuelanos chegará a entre 7,5 e 8,2 milhões no final de 2020.

A crise de refugiados na Síria, iniciada em 2011, gerou 6,3 milhões de deslocados em 2017. A guerra no Afeganistão, que começou em 1978, provocou em onze anos 6,3 milhões de refugiados.

A grande maioria de venezuelanos se transferiu para outros países da região.  Atualmente, a Colômbia acolhe 1,3 milhão de venezuelanos, seguida do Peru, com 768 mil; Chile, com 288 mil; Equador, com 263 mil; Argentina, com 130 mil; e Brasil, com 168 mil.

Citado na declaração, Stein elogiou países da América Latina e do Caribe por fazerem parte da resposta a esta crise sem precedentes", mas acrescentou que não podem continuar sozinhos, sem ajuda internacional.

Ambos os organismos tentam prestar parte desse apoio através de um plano regional lançado em dezembro e que lhes permitiria ajudar 2,2 milhões de venezuelanos nos países receptores e 580 mil pessoas em comunidades de amparo em 16 países. O maior problema a enfrentar é o escasso financiamento que o plano recebeu, já que somente 21% do orçamento planejado foi coberto. 

"Estes números são alarmantes e ressaltam a necessidade urgente de apoiar comunidades de amparo nos países receptores", concluiu Stein. / EFE e REUTERS

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