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Comemoração da reunificação em 3 de novembro de 1990 Reuters

Comemoração da reunificação em 3 de novembro de 1990 Reuters

30 anos depois, marcas da reunificação ainda dividem Alemanha

Processo de incorporação da Alemanha Oriental, comunista, à Alemanha Ocidental, com economia de mercado, durou menos de 12 meses, mas diferenças culturais e econômicas ainda ressoam na maior potência europeia 

Paulo Beraldo , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Comemoração da reunificação em 3 de novembro de 1990 Reuters

Fazia menos de 45 dias que o Muro de Berlim tinha sido derrubado quando o chanceler Helmut Kohl foi visitar o território da Alemanha Oriental pela primeira vez após a data que selou o fim na Guerra Fria. Era dezembro de 1989. Ao chegar a Dresden, Kohl foi ovacionado pelos vizinhos e fez um discurso emocionado prometendo dias melhores para os orientais - mais tarde, diria que foi o mais difícil de sua carreira. 

Naquele dia, o chanceler foi embora com uma imagem que não saiu de sua cabeça: a dos cartazes que pediam "uma Alemanha unificada", ideia que também o agradava. Era dado ali um importante passo rumo a um processo sem precedentes na história moderna: a transformação de dois países, com culturas, economias, sociedades e visões diferentes em um só. A separação de mais de 40 anos - iniciada a partir da derrota germânica na Segunda Guerra e a divisão do país entre os aliados vitoriosos - começava a ficar para trás. 

Não sem uma difícil costura geopolítica com França, Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética, que determinaram a divisão da Alemanha em 1945. Mas as marcas da região governada pelos comunistas por décadas resistiram à queda do Muro e à reunificação, que em outubro de 2020 completa 30 anos. 

Nenhuma das principais empresas alemãs com cotação na Bolsa de Frankfurt, capital financeira do país, tem sede no lado oriental. Das 25 maiores cidades alemãs, apenas duas - Dresden e Leipzig - ficam no lado oriental. A exceção é a capital, Berlim.

Os cinco Estados que integram a Alemanha Oriental - Brandenburgo, Turíngia, Mecklemburgo-Pomerânia, Saxônia e Saxônia-Anhalt - representam um terço do território alemão, mas somam apenas 15 milhões de habitantes. O restante do país tem outros 65 milhões.

Um relatório publicado em setembro de 2020 mostrou que a renda per capita das regiões orientais, incluindo Berlim, representa atualmente 79,1% do restante do país. A porcentagem aumentou com o tempo: em 1990, o PIB per capita do leste era cerca de 37% do ocidental. O governo federal destina, através do Pacto de Solidariedade, recursos para tentar reduzir as disparidades entre os dois lados. Apesar disso, desde a reunificação, ao menos dois milhões de habitantes deixaram as regiões da Alemanha Oriental. 

"A história da reunificação da Alemanha é uma história de ilusões e expectativas que não se cumpriram", afirma o pesquisador Dierk Hoffmann, do Instituto para a História Contemporânea de Munique. Hoffmann, que estuda o tema há anos, diz que as promessas de que tudo melhoraria em pouco tempo para os alemães orientais, chamados de ossies, falharam. 

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Essa ainda é uma história aberta. Em 10 meses, tudo mudou para eles - politicamente, economicamente e socialmente. Houve muitas consequências psicológicas e mentais
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Dierk Hoffmann

Expectativas frustradas levam a assassinato de condutor das privatizações 

"O desapontamento veio da ideia de que haveria industrialização e um boom. Mas a experiência foi de declínio econômico e desemprego", diz o pesquisador Andreas Rödder, professor da Universidade de Mainz e autor de um livro sobre a reunificação. Depois das privatizações, conduzidas pela agência Treuhand, muitas empresas fecharam por não conseguirem competir de igual para igual em um mercado global. 

Cerca de 8 mil empresas da Alemanha Oriental foram privatizadas e, no auge da crise, ao menos 2,5 milhões de alemães orientais perderam seus empregos. Outra mudança foi a da conversão monetária, meses antes da unificação total. O marco oriental passou a ter o mesmo valor do marco alemão.

Com isso, o dinheiro de milhões de ossies passou a valer muito mais. O problema é que os produtos do leste passaram a ser indesejados - ficaram muito caros em comparação com os ocidentais, de melhor qualidade e mais variedade. 

No fim, isso representou a pá de cal para o fraco sistema industrial a Alemanha Oriental, que tinha uma economia cerca de quatro vezes inferior à Ocidental. Sem emprego, milhões de alemães orientais que integravam a elite do sistema político, eram funcionários do governo ou das empresas agora fechadas, além de militares, tiveram de assumir trabalhos abaixo de suas qualificações - ou ficaram sem atividade.

"Foi uma frustração particularmente no aspecto sócio-econômico e psicológico", diz Rödder. A raiva foi tanta que o condutor das privatizações - Detlev Rohwedder - foi assassinado a tiros em sua casa em 1991 por integrantes de um grupo terrorista.

Em uma carta deixada no local do crime, os autores do atentado destacavam a frustração de muitos alemães orientais com a forma como o processo estava sendo conduzido. 

Foi o momento mais dramático de todo o processo de unificação. A Treuhand, chefiada por Rohwedder, era criticada por se preocupar mais em fechar empresas do que manter empregos. Protestos em sua sede eram quase diários. No fim das contas, 9 em cada 10 empresas orientais caíram nas mãos de ocidentais ou de investidores estrangeiros. 

"O crime não parou o processo de nenhuma forma, mas mostrou que faltava uma comunicação e um debate público maior sobre os custos da unificação e de quem carregaria o seu peso", avalia Dierk Hoffmann. 

Mudanças bruscas e migração contínua

As mudanças trazidas pela reunificação da Alemanha foram bruscas. Logo após a queda do muro, no final de 1989, grupos civis organizados defendiam uma Alemanha Oriental soberana e independente, mas sem o governo comunista. Com o passar dos meses, uma revolução pacífica começou a ganhar força e milhares de pessoas passaram a lutar pela reunificação. "Isso marginalizou os antigos movimentos de oposição e os aliados do Oeste venceram", afirma Rödder. 

O desejo de viver no mundo capitalista, as memórias negativas da censura e da repressão, o medo da polícia secreta - a Stasi -, a falta de liberdade de expressão e de eleições livres foram os combustíveis desse processo. Estimativas indicam que a Stasi chegou a ter 170 mil integrantes e que um em cada cinco alemães orientais tiveram suas vidas espionadas pelo 'Ministério para a Segurança do Estado'. 

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Muitas pessoas ficaram felizes com o declínio da República Democrática Alemã e do regime socialista e gostaram da unificação, mas perderam o chão sob seus pés. Eles perderam tudo que tinham e, ao mesmo tempo, foram confrontados com essa ideia de total superioridade da Alemanha Ocidental e do modelo do Ocidente
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Andreas Rödder
 

Reunificação incompleta? 

"A reunificação não foi um diálogo, foi uma integração da Alemanha Oriental na Alemanha Ocidental", afirma o pesquisador alemão Oliver Stuenkel, coordenador da pós-graduação em relações internacionais da FGV-SP. "A nova Alemanha reunificada seguia todas as regras e normas que já tinham sido vigentes na Alemanha Ocidental, o que criou a impressão entre muitos cidadãos da parte oriental de que estavam num novo país enquanto pouco mudou para a população da Alemanha Ocidental". 

Embora concorde com algumas críticas ao processo, como o pouco debate com a população do leste, Stuenkel ressalta que é preciso ter cautela ao dizer que a unificação está incompleta por conta das diferenças existentes e lembra que ambas as partes viveram experiências históricas, sociais e econômicas completamente distintas. 

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'A desigualdade regional dentro de países é normal, acontece na Itália, na França, na Inglaterra, no Brasil. A Alemanha Oriental sempre será diferente da Alemanha Ocidental simplesmente por questões que possivelmente nunca vão mudar
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Oliver Stuenkel

Entre as questões, Stuenkel cita a densidade populacional mais baixa na parte oriental, a concentração industrial no lado ocidental e um processo contínuo de migração Leste-Oeste. "Precisamos aceitar que haverá diferenças mesmo daqui a 20, 30 anos, e que não necessariamente isso quer dizer que o processo de reunificação está incompleto". 

Ressentimento e nostalgia da Alemanha Oriental 

Para Rödder, a forma como a reunificação foi conduzida criou um sentimento de inferioridade e de ressentimento para os ossies. Ele conta que até hoje é uma sensação que se retroalimenta, agora com a ascensão de políticos populistas de extrema-direita no lado oriental. É por isso que muitos sentem o que é chamado de 'Ostalgie' - nostalgia da vida na Alemanha comunista. Para usar uma expressão repetida por muitos alemães dos dois lados, o muro de Berlim caiu, mas ainda há "um muro na cabeça" que só o tempo irá derrubar.   

 

"Essa ideia de que o Oeste é o guardião do multiculturalismo, de que está sempre certo, e o sentimento de inferioridade em relação ao leste, é ainda um padrão de comportamento. O maior problema da reunificação é cultural e político", afirma Rödder. Uma pesquisa de 2019 revelou que quatro em cada dez moradores das regiões que integraram a Alemanha Oriental se veem primeiro como alemães orientais e, depois, como alemães. 

Para muitos ossies, a percepção foi de que seu país foi dominado pelo Ocidente e de que o que havia de melhor na Alemanha Oriental - a estabilidade, a educação em tempo integral, a boa estrutura de creches, a participação feminina no mercado de trabalho, o subsídio para aluguel e menos desigualdades sociais - foi ignorado. "A reunificação é uma discussão presente na sociedade alemã e ainda vai continuar por anos", concorda Hoffmann. 

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Veja como era Berlim antes e como está hoje

As diferenças e os contrastes em pontos emblemáticos da capital alemã, como o Portão de Brandemburgo e o Checkpoint Charlie

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2019 | 11h29

Alemanha e Europa celebrem no sábado os 30 anos da queda do Muro de Berlim, um aniversário que coincide com o aumento dos nacionalismos e do sabor de Guerra Fria, sentimentos muito distantes das esperanças nascidas com o final da Cortina de Ferro.

Veja abaixo como eram e como ficaram alguns pontos da capital alemã após o fim da divisão do país.

 
 
 
 
 
 

 

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O escavador de túneis que ajudava quem fugia para o Ocidente

Quando divisão foi criada, guardas tinham ordens de disparar para matar em quem tentasse escapar do leste comunista; conheça a história de Boris Franzke, que sobreviveu graças a um ‘herói’ da polícia política comunista

Redação, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2019 | 11h17

BERLIM - Quando o Muro de Berlim foi construído, os guardas tinham ordens de disparar para matar naqueles que tentavam escapar do leste comunista. Boris Franzke foi um dos muitos que escavaram túneis para ajudar os fugitivos e sobreviveu graças a um "herói" da polícia política comunista. 

Aos 80 anos, o berlinense é um dos sobreviventes do início dos anos 1960, quando vigorava a Guerra Fria. "No início a política não me interessava. Não me sentia envolvido pelas tensões entre a União Soviética e o Ocidente", diz Franzke.

Tudo mudou na noite de 12 de agosto de 1961 quando, para impedir a fuga em massa dos alemães do leste para o oeste - mais de 2,7 milhões entre 1949 e 1961 -, os soviéticos bloquearam os acessos para Berlim Ocidental.

Em algumas horas, colocaram cercas de arame farpado e logo levantaram o Muro, por um espaço tomado por guardas armados. "Essa famosa noite foi o detonador de tudo", explica.

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De repente, o jovem de 22 anos não podia ver sua namorada, seus amigos e sua família, que viviam todos em Berlim Oriental. Como nasceu meses antes do início da 2ª Guerra, só conheceu "a destruição e, mais tarde, os difíceis anos posteriores ao conflito e a divisão do país".

Traições

"Nos faltava de tudo! Tínhamos sede de liberdade", lembra Franzke. Seu irmão Eduard, cuja mulher e filhos viviam também "do outro lado", propôs a via subterrânea, mas foram traídos na primeira tentativa, e a família que estava no leste foi detida.

"Estávamos destroçados e nos convencemos de que continuaríamos porque cada pessoa que trouxéssemos para o oeste permitiria debilitar um pouco mais a RDA", conta Franzke, com lágrimas nos olhos.

Até 1964, os dois irmãos participaram da construção de sete túneis, sendo dois deles bem-sucedidos. Entre 26 e 28 alemães do leste, segundo Franzke, foram beneficiados.

"À sua maneira, Boris Franzke era um resistente", diz o historiador Sven Felix Kellerhoff. Para ele, "esses homens jovens corajosos (entre os escavadores de túneis não havia mulheres) ofereceram uma ajuda altruísta, com o objetivo de debilitar o regime do partido único da ex-RDA".

No total foram escavados 75 túneis em 28 anos de existência do Muro. Somente 19 permitiram aos fugitivos (cerca de 400) chegar ao lado oeste, segundo a associação Berlin Unterwelten. O número é modesto em comparação aos 800 que fugiram através dos canos da cidade ou dos 10 mil que usaram documentos falsos.

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"Mas causou muito dano à RDA", avalia Dietmar Arnold, autor de vários livros sobre o tema.

Armadilha

A lembrança mais impactante para Franzke remonta de 1962, quando os dois irmãos queriam levar para o oeste vários conhecidos de um amigo.

O local era pouco vigiado. Durante cinco semanas os dois Franzke e dois amigos escavaram noite e dia um túnel de 80 centímetros de diâmetro para sair na superfície 80 metros mais longe, em um jardim onde deveriam estar 13 candidatos à fuga. Mas quando chegaram ao destino, se deram conta de que era uma armadilha.

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Em vez dos "passageiros" previstos, detidos dias antes, eram esperados por agentes da Stasi, a polícia política. Três dos escavadores escaparam pelo túnel, mas o amigo Harry Seidel, o primeiro a sair, foi detido.

Condenado à prisão perpétua, esse "inimigo público número 1" do partido único foi "comprado" em 1966 pelo governo da Alemanha Ocidental, uma prática corrente na época.

Exasperadas por Seidel e os irmãos Franzke, as autoridades da Alemanha Oriental queriam explodir o túnel com 5 quilos de explosivos.

Sabotagem

"O dispositivo estava pronto, mas no momento de acender... Nada. O pavio havia sido cortado", conta o sobrevivente.

O autor da sabotagem teria sido, segundo historiadores, o membro da Stasi Richard Schmeing, que morreu em 1984. "Por mais estranho que pareça, ele é meu herói. Colocou sua vida em perigo para salvar outras quatro", diz Franzke.

Schmeing foi preso durante o nazismo por fazer parte do partido comunista e foi um sobrevivente do campo de concentração de Buchenwald. De 1949 a 1968 trabalhou para a Stasi.

Não se sabe o motivo, se por coragem ou dor na consciência. É provável que a presença de um casal jovem próximo dos explosivos tenha influenciado, diz Kellerhoff.

"Cerca de 80% dos túneis foram escavados entre a construção do Muro, o verão de 1961, e outubro de 1964, quando um fugitivo matou supostamente com um tiro um guarda de fronteira, explica Marc Boucher, da Berlin Unterwelten. 

O caso mudou a opinião pública no Ocidente, até então mais favorável a esses métodos de fuga. Não se sabia até a reunificação da Alemanha que esse homem, na realidade, morreu de forma acidental pelas mãos de um de seus camaradas. / AFP

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Piloto alemão tricampeão na Fórmula 1 venceu pela primeira vez em sua terra natal

LIVIO ORICCHIO - Enviado especial, O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2013 | 15h13

NURBURGRING - O fenomenal Sebastian Vettel, da Red Bull, desde a estreia na Fórmula 1, no GP dos EUA de 2007, pela BMW Sauber, estabeleceu recorde atrás de recorde. Não é por acaso que é o atual tricampeã do mundo e líder de praticamente todos os rankings de precocidade na Fórmula 1. Mas lhe faltava uma conquista essencial: vencer a corrida de casa, o GP da Alemanha.

“Definitivamente é um grande alívio”, afirmou, neste domingo, Vettel, depois de celebrar com a torcida, no pódio de Nurburgring, a primeira vitória na Fórmula 1 num autódromo alemão. “Hockenheim e Nurburgring significam muito para mim. Hoje é um dia muito especial. Acho que vai demorar um pouco até que eu entenda o que consegui, sinto-me orgulhoso.” Por uns momentos, no pódio, falou até mesmo em alemão enquanto a entrevista era conduzida em inglês.

A vitória no GP da Alemanha foi a quarta na temporada, 30.ª na impressionante carreira. A sua frente estão, agora, apenas Michael Schumacher, com 91, Alain Prost, 51, Ayrton Senna, 41, Fernando Alonso, 32, e Nigel Mansell, 31. Mas tem apenas 25 anos de idade. O resultado o levou a ampliar a vantagem na liderança do campeonato. Soma depois de nove etapas 157 pontos diante de 123 de Alonso, quarto no GP da Alemanha, e 116 de Kimi Raikkonen, da Lotus, segundo em Nurburgring.

“Foi uma vitória muito difícil”, definiu Vettel. “Felizmente a corrida teve 60 voltas e não 61 ou 62.” A razão é simples: Raikkonen adotou estratégia ousada e com mais uma ou duas voltas provavelmente ultrapassaria Vettel e venceria. O finlandês fez o último pit stop na 49.ª volta, a 11 da bandeirada, optou por pneus macios e era mais veloz de Vettel. Perdeu por 1 segundo e 8 milésimos.

“Acelerei tudo que podia o tempo todo, exceto no período do safety car na pista”, comentou Vettel. “No meio da corrida perdi o kers (sistema de recuperação de energia) e Romain (Romain Grosjean, da Lotus, terceiro no fim) encostou. Por sorte o sistema voltou a funcionar e pude me defender.”

Norbert Vettel, pai do piloto, baixinho, gordinho, careca, mas cheio de orgulho do filho, assistiu a cerimônia da entrega dos troféus debaixo do pódio. Iriam, em seguida, para a pequena Heppenheim, 300 quilômetros ao sul de Nurburg, onde reside a família, a fim de celebrar com a mãe as duas irmãs e o irmão mais jovem, kartista, a primeira vitória no GP da Alemanha.

No intervalo de três semanas até a próxima etapa do calendário, na Hungria, dia 28, Vettel comentou precisar de descanso. Mas é provável que a Red Bull o convoque para o teste de pneus, em Silverstone, entre os dias 17 e 19. E para descansar, segundo sua assessora, o melhor lugar é a casa onde reside na Suíça, numa área rural, em Walchwil, junto da eterna namorada, Hanna, da época de escola.

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