350 detidos em Mumbai para prestar depoimentos

A polícia indiana deteve e questionou cerca de 350 pessoas relacionadas com as explosões que destruíram oito trens de Mumbai no dia 11 de julho, segundo informações de um policial chefe nesta quinta-feira. Os investigadores acreditam que terão "informações substanciais em breve".Segundo a rede CNN, um policial disse que 186 pessoas morreram e mais de 770 ficaram feridas no ataque terrorista. A rede divulgou que o total de detidos foi de 400 pessoas. O policial disse também que 179 corpos ainda não foram identificados. Já segundo a agência Associated Press, pelo menos 200 pessoas morreram e mais de 700 ficaram feridas.Um suposto representante da Al-Qaeda divulgou que o grupo terrorista criou um braço na Caxemira, região dividida entre a Índia e o Paquistão onde militantes muçulmanos lutam pela independência. Um homem chamado Abu al-Hadeed e que falava Urdu, a língua da maioria dos muçulmanos no Índia, ligou para o serviço de informação de Caxemira e disse que "uma unidade da Al-Qaeda se estabeleceu em Jammu e Caxemira". Segundo ele, essa unidade é responsável pelas explosões. Ainda não foi provado a autenticidade dessas informações, mas caso seja, essa seria a primeira vez que a rede terrorista de Osama Bin Laden teria se espalhado pelo território indiano.O chefe de polícia do estado de Maharashtra, do qual Mumbai é a capital, disse que o grupo islâmico que opera na Caxemira, Lashkar-e-Tayyaba, aparentemente está envolvido no ataque.Lashkar-e-Tayyaba já explodiu bombas simultaneamente em cidades indianas antes. O porta-voz do grupo terrorista, Abdullah Ghaznavi, negou o envolvimento na ação.Segundo a BBC, Ghaznavi descreveu as explosões como "desumanas e bárbaras". Um segundo grupo, Hizb-ul-Mujahideen, também condenou as explosões.DetençõesA maior parte das detenções foram feitas durante a madrugada em Malwani, um subúrbio ao nordeste de Mumbai, segundo o inspetor S. Goshal. Ele disse que nenhum dos detidos foram formalmente presos ou processados, e que foram detidos apenas para prestarem depoimentos para ajudar nas investigações.O comissário A.N. Roy confirmou que várias pessoas foram detidas, mas se recusou a divulgar o número exato. Segundo ele, os detidos são gângsteres ou pessoas que já causaram confusões na cidade e que talvez possam ter informações sobre as explosões.

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