420 mil casas desabam em abalos secundários na China

Cinco pessoas são feridas em novas réplicas; governo remove 80 mil ameaçados por lago formado com tremor

Agência Estado e Associated Press,

27 de maio de 2008 | 12h13

Mais de 420 mil casas desabaram na região central da China depois de dois abalos sísmicos secundários terem sido registrados na mesma área nesta terça-feira, 27. Pelo menos cinco pessoas ficaram feridas, segundo informações da agência de notícias Nova China.   Veja também: China retira 80 mil sobreviventes por ameaça de inundações Mapa da destruição na China  Entenda como acontecem os terremotos  Especial: antes de depois da tragédia    O Instituto de Pesquisa Geológica dos Estados Unidos informou que um dos abalos secundários desta terça alcançou 5,7 graus na escala Richter. O veículo estatal de informação noticiou que centenas de milhares de casas desabaram no condado de Qingchuan depois de duas réplicas terem ocorrido na região.   Nesta terça, autoridades chinesas elevaram a 67.183 o número de mortes confirmadas na tragédia, cerca de 2 mil a mais em comparação com o dia anterior. Além disso, 20.790 pessoas continuam desaparecidas. O governo local acredita que a cifra final de mortos ultrapasse os 80 mil.   Autoridades chinesas apressavam-se para retirar mais 80 mil pessoas da trajetória de enchentes que possam ser causadas pelo transbordamento de uma represa formada por deslizamentos de terra que bloquearam o curso de um rio. Ao mesmo tempo, soldados chineses escavavam às pressas um canal com o objetivo de fazer a água escoar e amenizar a ameaça.   De acordo com a agência de notícias Nova China, agentes humanitários pretendiam concluir a retirada da população ameaçada até a meia-noite desta terça, pelo horário local, o que elevaria a quase 160 mil o número de pessoas retiradas de cerca de 30 povoados da região.   O lago Tangjiashan formou-se no norte da província de Sichuan depois de um grande deslizamento de terra ter bloqueado o curso de um rio. Trata-se, porém, de apenas uma de dezenas de frágeis represas formadas pelo mesmo motivo depois que um devastador terremoto de 7,9 graus na escala Richter atingiu a região central da China.   Soldados detonaram explosivos nas montanhas para abrir passagem e o jornal Diário da China informou em sua página na internet nesta terça-feira que os militares "preparavam-se para dinamitar" os detritos que formaram o lago Tangjiashan. A televisão estatal mostrou imagens de pesados equipamentos sendo usados para escavar um canal artificial de cerca de 200 metros de extensão para drenar a água. O lago formou-se nas proximidades de Beichuan, uma das cidades mais afetadas pelo terremoto do último dia 12.

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