460 rebeldes morreram em combates em 10 dias, diz Paquistão

Segundo autoridades do governo, 22 soldados foram mortos nos confrontos na fronteira com o Afeganistão

Associated Press,

15 de agosto de 2008 | 12h10

O principal responsável pela segurança do Paquistão prometeu nesta sexta-feira, 15, varrer os militantes islâmicos da região tribal na fronteira com o Afeganistão, onde segundo o governo mais de 460 insurgentes e 22 soldados morreram em dez dias de combate. O chefe do Ministério do Interior, Rehman Malik, afirmou que os serviços de inteligência do Paquistão possuem informações de que 3 mil insurgentes estão na região da província de Bajur, na fronteira afegã. Malik disse ainda que entre os rebeldes há paquistaneses, afegãos vinculados ao Taleban e pessoas do centro da Ásia. Helicópteros de artilharia e caças paquistaneses estão bombardeando posições de militantes em Bajur desde que começaram os enfrentamentos, em 6 de agosto, quando dezenas de insurgentes atacaram um posto do Exército. A região é considerada um bastião da Al-Qaeda e do Taleban. O ataque insurgente foi lançado logo que o Taleban ameaçou o governo com represálias pelas operações militares em outra região fronteiriça do país, onde o grupo tentou dialogar com o governo para interromper os confrontos. Segundo Malik, 210 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas por conta dos combates em Bajur. O governador da província, Owais Ahmed Ghani, garantiu que 480 pessoas morreram no conflito, um dos episódios mais sangrentos desde que o Paquistão posicionou soldados por toda a fronteira com o Afeganistão para apoiar os militares dos Estados Unidos em sua luta contra o terrorismo.

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