Joe Raedle/Getty Images/AFP
Joe Raedle/Getty Images/AFP

Furacão Irma faz 6,3 milhões abandonarem suas casas nos EUA

Furacão é rebaixado para categoria 3 em Cuba, mas deve ganhar força antes de chegar à Flórida; França envia militares para ilhas no Caribe

O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2017 | 12h17
Atualizado 09 Setembro 2017 | 21h16

MIAMI, EUA - Ao menos 6,3 milhões de pessoas foram orientadas a deixar áreas costeiras da Flórida e da Geórgia para fugir da fúria do Furacão Irma, que ganhou força nas últimas horas deve atingir os Estados Unidos  na madrugada do domingo, 10. É a maior retirada em massa da história do país em razão de um evento climático. Um quarto da população da Flórida tem de sair de casa. 

“Acontecerão flutuações de intensidade nos próximos dois dias, mas acreditamos que Irma continuará sendo um furacão poderoso enquanto se aproxima da Flórida”, advertiu o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos.

Na rota da tempestade estão as Flórida Keys – conjunto de pequenas ilhas a sudoeste de Miami – e a cidade de Tampa. As primeiras chuvas já são sentidas nas ilhas neste sábado. A turística Miami Beach estava como uma cidade fantasma. O olho do furacão não deve atingir a cidade de Miami, mas ela sentirá os grandes efeitos do ciclone. 

O governador da Flórida, Rick Scott, fez hoje um último apelo às pessoas que ainda hesitavam em deixar a área na mira do furacão. “Se você planeja sair e não o fizer até a noite de hoje, você está por sua conta e risco”, disse. 

“Acontecerão flutuações de intensidade, mas acreditamos que o Irma continuará sendo um furacão poderoso enquanto se aproxima da Flórida”, advertiu o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos EUA.

O Irma afetou gravemente Cuba, onde o cenário era de árvores e postes elétricos derrubados. Com rajadas de até 256 km/h no momento do impacto, o Irma foi o furacão mais poderoso cujo olho afetou diretamente a ilha desde 1932. Ondas de até sete metros foram registradas na costa norte pelo instituto meteorológico cubano, Insmet. Mais de 1 milhão de pessoas deixaram suas casas nas zonas vulneráveis do país.

O furacão perdeu força ao passar pela ilha e foi rebaixado para a categoria 3, com ventos de 205 km/h, mas voltaria a ganhar força assim que seu centro deixasse Cuba e voltasse para o Mar do Caribe.

Na sexta-feira, o NHC chegou a rebaixar o Irma da categoria 5, a mais alta da escala, para 4. No entanto, logo depois o furacão subiu novamente para a categoria máxima com ventos acima de 250 km/h. Mesmo com a variação de categorias, a tempestade continuava perigosa. 

O governo da França está enviando milhares de soldados e policiais para retomar a ordem nas ilhas Saint Martin e São Bartolomeu, no Caribe, fortemente atingidas pelo furacão Irma. Um novo furacão se aproxima da região, o Jose.

O primeiro-ministro da França, Edouard Philippe, anunciou que estão sendo enviadas tropas, paraquedistas e outros reforços no domingo. Após a passagem do furacão, foram relatadas invasões de várias lojas, aumento de roubos, tiroteios e a prisão da ilha Saint Martin foi destruída, ficando, assim, 250 presos em liberdade./ AP e AFP 

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