53% dos japoneses apóiam bomba, diz pesquisa

A conveniência de fabricar armas atômicas, um tema que durante décadas foi tabu no Japão após as tragédias de Hiroshima e Nagasaki, começa agora a ser abertamente discutido em programas populares de televisão após virem à tona os supostos programas nucleares da Coréia do Norte. E, embora a imprensa escrita não tenha realizado consultas recentes sobre a questão, uma pesquisa realizada na Internet mostrou que 53% dos 8.000 entrevistados responderam afirmativamente à pergunta: ?Está certo que o Japão tenha uma bomba atômica??Tadicionalmente os japoneses têm rejeitado a capacitação nuclear, e a Constituição do país, escrita após a Segunda Gerra Mundial, renuncia à guerra como forma de solucionar os conflitos internacionais. Também o primeiro-ministro Junichiro Koizumi reiterou a política japonesa de proibir a produção, posse e transporte de armas atômicas durante a cerimônia celebrada por ocasião do 58º aniversário do ataque nuclear contra Hiroshima, em 6 de agosto. ?A posição de nosso país a esse respeito não mudará?, afirmou Koizumi. Por outro lado, legisladores da oposição e até mesmo governistas têm se mostrado favoráveis à idéia. O oposicionista Shingo Nishimura, que foi obrigado a renunciar como vice-ministro da Defesa em 1999 apenas por sugerir que o Japão deveria considerar a possibilidade de possuir armas atômicas, tem sido convidado com freqüência a debater sobre o tema em programas de TV. E dois políticos governistas que são também assessores do primeiro-ministro, Yasuo Fukuda e Shintaro Abe, vêm abordando a questão durante o último ano e afirmam abertamente que seu país tem o direito de possuir armas nucleares.

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