REUTERS/Marko Djurica/File Photo
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55% dos europeus querem veto a muçulmanos similar ao de Trump

Respaldo é maior em Polônia, Hungria, Bélgica e Áustria e em apenas em dois dos países pesquisados a medida teve menos de 50% de apoio

O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2017 | 16h47

LONDRES - Um pesquisa feita em dez países-membros da União Europeia (UE) divulgada nesta quinta-feira, 9, pela Chatam House revela que, na média, 55% dos europeus apoiam um veto a refugiados e cidadãos de países de maioria muçulmano como o implementado nos Estados Unidos pelo presidente Donald Trump. 

Apenas em dois dos países pesquisados a medida teve menos de 50% de apoio. Em nenhum desses países, o rechaço a ela superou um terço dos entrevistados.

Polônia, Hungria, Bélgica e Áustria tiveram os maiores índices de apoio a um decreto similar ao de Trump. A Espanha é o país onde os críticos de um veto a muçulmanos têm maior número: 32% dos entrevistados. Na Polônia, apenas 9% da população é favorável a entrada de muçulmanos no país. 

O levantamento foi feito também na Alemanha, Reino Unido, Itália, Grécia e França. Segundo a Chantam House, o apoio ao veto é maior entre europeus idosos que entre os mais jovens. Além disso, quanto menor o grau de educação dos entrevistados, maior o respaldo à proibição da imigração de muçulmanos para a UE. 

A oposição do público à entrada de muçulmanos na UE é especialmente forte na Áustria, Hungria, Polônia, França e Bélgica. Com a exceção feita à Polônia, os outros países sofreram impacto da crise dos refugiados sírios - casos de húngaros e austríacos - e de atentados cometidos pelo Estado Islâmico - como franceses e belgas. Além disso,  a extrema direita tem altos índices de votação nesses países e já governa Budapeste e Varsóvia. 

A pesquisa ouviu 10 mil pessoas entre dezembro e janeiro. 

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