6,5 milhões de afegãos ainda recebem alimentos do exterior

Cerca de 6,5 milhões dos 30 milhões de afegãos ainda dependem em 2006 de alimentos enviados do exterior e outros 3,5 milhões não recebem víveres suficientes, segundo Charles Vincent, diretor do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA). Em declarações à agência DPA, Vincent comentou que a extrema seca dos últimos meses complicou ainda mais a situação no Afeganistão, com 1,4 milhões de pessoas afetadas diretamente. Ele acrescentou que "as reservas de água não são suficientes" e pediu aos países industrializados que aumentem o envio de ajuda financeira e de alimentos. Concretamente são necessárias 20.000 toneladas de alimentos básicos, começando pelo trigo. Vincent lembrou a importância que a população esteja adequadamente abastecida com alimentos e água para combater doenças como a tuberculose e a elevada taxa de mortalidade infantil. Neste contexto, o analista das Nações Unidas citou duas fases críticas em 2006. Nos próximos três meses deve ser abastecida a população que esgotou suas reservas no inverno, e entre agosto e outubro, mais afegãos devem receber alimentos. Estas operações representam um enorme risco logístico, já que com a crescente instabilidade da situação no Afeganistão, o transporte de alimentos também representa um perigo, concluiu o diretor do PMA.

Agencia Estado,

19 Março 2006 | 11h31

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