60% dos colombianos vivem no limite da pobreza absoluta

Um dos piores males que o novo governo colombiano que tomará posse em 7 de agosto terá de enfrentar é o da pobreza, que cresceu dramaticamente nos últimos cinco anos, informam fontes oficiais.Segundo o diretor do Departamento Nacional de Planejamento (DANE), Juan Carlos Echeverry, de acordo com dados colhidos em setembro de 2000, 59,8% dos colombianos chegaram ao limites da pobreza absoluta.O funcionário disse que uma família é considerada pobre se não consegue satisfazer ao menos uma das cinco necessidades consideradas básicas: casa construída com material adequado, com serviços públicos e serviços de infra-estrutura, escolaridade e independência econômica. DesempregoA Colômbia, um país com cerca de 42 milhões de habitantes, também tem uma alta taxa de desemprego, que chegou a 18% em janeiro - o que significa que pelo menos 1,5 milhão de pessoas estão atualmente sem emprego. Os temas socioeconômicos do desemprego e do crescente empobrecimento da população foram colocados às pressas na pauta de campanha dos candidatos à presidência nas eleições marcadas para 26 de maio, disseram analistas. Fuga de investidoresAos problemas da pobreza se soma o da guerra, de maior ressonância e com muitas conseqüências para a população devido ao fechamento de empresas, à fuga dos investidores nacionais e estrangeiros de algumas cidades, disseram os analistas consultados pela ANSA. Os investidores estrangeiros temem instalar-se na Colômbia devido aos riscos que pesam sobre seus executivos - ameaçados de seqüestro, extorsão e morte pelos grupos armados ilegais de esquerda e pelos paramilitares. Os investidores colombianos também são permanentemente alvo de extorsões por parte dos mesmos grupos armados e se abstêm de abrir empresas. Um recente informe indicou que numerosas pessoas perderam seu trabalho devido à decisão de empresas de refrigerantes e cervejas de cancelar todos os pedidos feitos por municípios que estão sob a influência das guerrilhas de esquerda. As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o Exército de Libertação Nacional (ELN) consideram como objetivos de guerra os caminhões que transportam refrigerantes e cerveja. Diante desse risco, as empresas decidiram suspender o envio desses produtos às comunidades mais distantes nos departamentos (Estados) com forte presença dos insurgentes. Vários caminhões foram incendiados nas estradas.

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